No ombro flutuante, ocorre a lesão
- do acrômio e do intervalo dos rotadores.
- do ligamento coracoumeral e da clavícula distal.
- do coracoide e do ligamento glenoumeral superior.
- da cavidade glenoidal e dos ligamentos coracoclaviculares.
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Conceito-chave
A alternativa D reúne a glenoide e a ligação coracoclavicular, estruturas fundamentais para entender o ombro flutuante. O ponto central é saber se o segmento glenoidal continua conectado ao restante da escápula e ao esqueleto axial, não apenas encontrar duas estruturas machucadas no ombro.
Goss descreveu o complexo suspensor superior como um anel osteoligamentar, com glenoide, coracoide, ligações coracoclaviculares e coracoacromial, clavícula lateral, articulação acromioclavicular e acrômio. Uma ruptura isolada costuma ser estável; duas rupturas independentes podem criar instabilidade (Rockwood, 10ª ed., cap. 33, “O anel de Goss”).
A definição histórica de Herscovici é fratura ipsilateral da diáfise clavicular e do colo escapular. O autor do capítulo faz uma crítica mais estrita: a glenoide precisa perder toda conexão osteoligamentar, como no colo anatômico desviado ou no colo cirúrgico totalmente instável. A expressão “cavidade glenoidal e ligamentos coracoclaviculares” da resposta de prova é uma simplificação e não descreve, sozinha, todas as conexões que devem ser avaliadas.
Assim, D é a opção que se aproxima da interrupção entre glenoide e suspensão axial. Não se deve ensinar que toda lesão articular glenoidal somada a uma lesão parcial do coracoclavicular basta para diagnosticar um ombro flutuante verdadeiro; traço, ligamentos e desvio precisam ser definidos.
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