A lesão da artéria poplítea é mais comum na luxação do joelho:
- lateral.
- medial.
- anterior.
- posterior.
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Conceito-chave
A artéria poplítea presa. A artéria poplítea é fixa proximalmente, no hiato dos adutores, e distalmente, no arco do sóleo, além de dar ramos geniculados. Ela não tem para onde fugir quando o joelho luxa, e se lesa em cerca de 10 a 40% das luxações do joelho.
A direção da luxação e o mecanismo da lesão. Na luxação anterior (a tíbia vai para a frente do fêmur), produzida por hiperextensão, a artéria é estirada sobre a borda posterior do platô: lesão por tração, com ruptura da íntima e trombose. Na luxação posterior, a tíbia vai para trás e a artéria é contundida ou lacerada diretamente. Para a banca, a luxação anterior é a mais associada à lesão da poplítea, por ser a direção mais frequente e pelo mecanismo de estiramento; a posterior tem a maior taxa proporcional em várias séries. As luxações laterais e mediais são menos associadas à lesão vascular, mas a posterolateral pode encarcerar o côndilo medial (irredutível, com o sinal da covinha na pele medial).
A avaliação. Pulsos, perfusão e índice tornozelo-braquial em todos os pacientes, antes e depois da redução. ITB abaixo de 0,9: angiotomografia. Isquemia franca: exploração imediata. Lembrar que muitas luxações se reduzem espontaneamente, e o exame vascular vale para qualquer joelho com lesão multiligamentar.
O tratamento vascular. Revascularização em até 6 a 8 horas (enxerto de safena invertida), fasciotomia profilática dos quatro compartimentos e estabilização com fixador externo para proteger o reparo.
Na prova: para a banca, lesão da poplítea é mais comum na luxação anterior (hiperextensão, estiramento); a posterior causa contusão direta.
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