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Questão de Fratura da cabeça do rádio e instabilidade do cotovelo (TEPOP 2024)

Trauma adultoFratura da cabeça do rádio e instabilidade do cotoveloTEPOP 2024

Nas fraturas-luxações de MONTEGGIA, a lesão do nervo interósseo posterior é mais comum no tipo

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Gabarito: C · III.

Conceito-chave

A lesão de Monteggia e o interósseo posterior. O nervo interósseo posterior (ramo profundo do radial) contorna o colo do rádio e entra no supinador pela arcada de Frohse, onde fica relativamente fixo. Quando a cabeça do rádio luxa, o nervo pode ser estirado ou comprimido. É a lesão nervosa mais comum na Monteggia, geralmente uma neuropraxia que recupera em semanas a meses após a redução.

Qual tipo lesa mais. Na classificação de Bado, o tipo III (luxação lateral ou anterolateral da cabeça do rádio, com fratura metafisária da ulna, típico da criança) é o mais associado à lesão do interósseo posterior: o desvio para fora estira o nervo contra a arcada de Frohse e a borda do supinador, justamente onde ele é menos móvel. O tipo I (anterior) também pode lesar o nervo, e em números absolutos aparece muito por ser o mais comum.

Os tipos de Bado. I: anterior, o mais comum, típico da criança. II: posterior, típico do adulto. III: lateral, na criança, com fratura metafisária da ulna. IV: anterior com fratura dos dois ossos.

A conduta. Examinar a extensão dos dedos e do polegar antes de qualquer manobra (o paciente estende o punho em desvio radial, pois o extensor radial longo está preservado, mas não estende os dedos). A maioria recupera com a redução; se não houver sinais de recuperação em cerca de 3 meses, pensa-se em eletroneuromiografia e exploração. A redução deve ser anatômica, porque uma cabeça do rádio não reduzida mantém o nervo sob tensão.

Na prova: lesão do interósseo posterior na Monteggia é mais comum no tipo III de Bado (lateral); geralmente neuropraxia que recupera.

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