Sobre a lesão abaixo, podemos afirmar que

- é reduzido com o joelho em extensão.
- é produzido pela hiper flexão do joelho.
- é o desvio mais comum neste tipo de fratura.
- apresenta grande risco de lesão neuro vascular.
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Conceito-chave
O que a imagem mostra. No perfil do joelho de uma criança, a epífise distal do fêmur está deslocada anteriormente, e a metáfise foi para trás, projetando-se na fossa poplítea. É um descolamento epifisário do fêmur distal (lesão fisária, geralmente Salter-Harris II) com desvio anterior da epífise.
O mecanismo. A hiperextensão do joelho: a epífise é empurrada para a frente e a metáfise, afiada, vai para trás. Era a clássica "lesão da roda da carroça", quando a perna da criança ficava presa nos raios. Hoje ocorre em acidentes de trânsito e esportes de alta energia. Desvios em varo ou valgo também ocorrem, por forças laterais, e em adolescentes em esportes de contato são frequentes.
Por que é perigosa. A metáfise deslocada para trás fica em cima da artéria poplítea e do nervo fibular, que podem ser comprimidos, estirados ou lacerados. O risco de lesão neurovascular é grande. A avaliação de pulsos, perfusão, índice tornozelo-braquial e função do fibular é obrigatória antes e depois da redução, assim como a vigilância de síndrome compartimental.
Como reduzir. Com tração e flexão do joelho, empurrando a epífise de volta para trás. A redução é mantida em flexão, e não em extensão (que reproduziria o mecanismo). Geralmente se fixa com fios ou parafusos que poupam a fise (ou a atravessam com fios lisos), porque a redução é instável.
O prognóstico da fise. A fise distal do fêmur é ondulada e responde por cerca de 70% do crescimento do fêmur. Suas fraturas têm alta taxa de parada de crescimento (até cerca de metade dos casos), com discrepância de comprimento e deformidade angular, mesmo nas Salter-Harris II. O seguimento até a maturidade é obrigatório.
Na prova: descolamento epifisário do fêmur distal com desvio anterior = hiperextensão, reduzido em flexão, com grande risco neurovascular (poplítea e fibular); alta taxa de parada de crescimento.
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