Orto Questões

Questão de Luxação do joelho e lesões ligamentares (TEPOP 2024)

Trauma adultoLuxação do joelho e lesões ligamentaresTEPOP 2024

Sobre a lesão abaixo, podemos afirmar que

Figura da questão trauma-0770
  1. é reduzido com o joelho em extensão.
  2. é produzido pela hiper flexão do joelho.
  3. é o desvio mais comum neste tipo de fratura.
  4. apresenta grande risco de lesão neuro vascular.
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: D · apresenta grande risco de lesão neuro vascular.

Conceito-chave

O que a imagem mostra. No perfil do joelho de uma criança, a epífise distal do fêmur está deslocada anteriormente, e a metáfise foi para trás, projetando-se na fossa poplítea. É um descolamento epifisário do fêmur distal (lesão fisária, geralmente Salter-Harris II) com desvio anterior da epífise.

O mecanismo. A hiperextensão do joelho: a epífise é empurrada para a frente e a metáfise, afiada, vai para trás. Era a clássica "lesão da roda da carroça", quando a perna da criança ficava presa nos raios. Hoje ocorre em acidentes de trânsito e esportes de alta energia. Desvios em varo ou valgo também ocorrem, por forças laterais, e em adolescentes em esportes de contato são frequentes.

Por que é perigosa. A metáfise deslocada para trás fica em cima da artéria poplítea e do nervo fibular, que podem ser comprimidos, estirados ou lacerados. O risco de lesão neurovascular é grande. A avaliação de pulsos, perfusão, índice tornozelo-braquial e função do fibular é obrigatória antes e depois da redução, assim como a vigilância de síndrome compartimental.

Como reduzir. Com tração e flexão do joelho, empurrando a epífise de volta para trás. A redução é mantida em flexão, e não em extensão (que reproduziria o mecanismo). Geralmente se fixa com fios ou parafusos que poupam a fise (ou a atravessam com fios lisos), porque a redução é instável.

O prognóstico da fise. A fise distal do fêmur é ondulada e responde por cerca de 70% do crescimento do fêmur. Suas fraturas têm alta taxa de parada de crescimento (até cerca de metade dos casos), com discrepância de comprimento e deformidade angular, mesmo nas Salter-Harris II. O seguimento até a maturidade é obrigatório.

Na prova: descolamento epifisário do fêmur distal com desvio anterior = hiperextensão, reduzido em flexão, com grande risco neurovascular (poplítea e fibular); alta taxa de parada de crescimento.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo