Nas fraturas da patela tipo avulsão ou “sleeve”
- as avulsões são mais frequentes no polo inferior, seguido pelo superior e por fim avulsões mediais.
- o mecanismo de trauma mais comumente encontrado é o de trauma direto sobre o polo superior ou inferior da patela.
- o diagnóstico diferencial com núcleos secundários de ossificação e lesão de SINDINGLARSENJOHANSSON é feito pelos achados da ressonância magnética.
- o tratamento cirúrgico envolve compressão Inter fragmentária com parafusos de tração a fim de permitir mobilidade e carga precoces.
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Conceito-chave
A fratura em manga (sleeve). É uma lesão típica da criança e do adolescente (8 a 12 anos), antes do fechamento das fises. Uma contração forte do quadríceps com o joelho fletido (ao saltar ou aterrissar) arranca uma grande capa de cartilagem e periósteo, com um fino fragmento ósseo, de um dos polos da patela. Como a maior parte do fragmento é cartilagem, a radiografia mostra apenas uma pequena lasca óssea, e a lesão é subestimada.
Onde ocorre. O polo inferior é o local mais frequente (onde se origina o tendão patelar), seguido pelo polo superior (inserção do quadríceps). As avulsões da borda medial são as menos frequentes e se associam à luxação da patela e à lesão do ligamento patelofemoral medial.
Como reconhecer. A criança não consegue estender ativamente o joelho (ou não consegue manter a perna estendida elevada), tem hemartrose e patela alta (no sleeve inferior). A ressonância ou o ultrassom mostram o tamanho real do fragmento cartilaginoso. O diferencial com a doença de Sinding-Larsen-Johansson (apofisite crônica do polo inferior, com dor progressiva, sem trauma agudo e com extensor íntegro) e com núcleos de ossificação acessórios é feito sobretudo pela clínica (trauma agudo, perda da extensão ativa) somada à imagem.
O tratamento. Com desvio e perda da extensão, redução aberta e reinserção da manga, com suturas transósseas ou banda de tensão, reconstruindo o aparelho extensor. Parafusos de tração não seguram um fragmento quase todo cartilaginoso. Sem tratamento, forma-se uma patela alongada com déficit de extensão.
Na prova: fratura sleeve da patela: criança, polo inferior mais comum, depois superior, e por fim medial; subestimada na radiografia; reinserção com suturas.
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