Na fratura por insuficiência da coluna vertebral, o tratamento com cimentação percutânea tem descrição de extravasamento do cimento em:
- 10% dos pacientes, com complicações neurológicas em 0,1%.
- 10% dos pacientes, com complicações neurológicas em 10%.
- 90% dos pacientes, com complicações neurológicas em 0,1%.
- 90% dos pacientes, com complicações neurológicas em 10%.
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Conceito-chave
Encontrar cimento fora da vértebra e encontrar uma complicação neurológica são eventos diferentes. Essa distinção explica o par de números: o capítulo descreve extravasamento em até 90% dos pacientes, mas complicação neurológica em 0,1%. O primeiro valor é um limite descrito na literatura, não uma taxa inevitável para toda técnica e todo paciente.
O cimento pode sair pelas descontinuidades da vértebra fraturada. O destino mais frequente é o disco, pelos platôs rompidos. Também há extravasamento paravertebral, epidural e pré-vertebral. Assim, muito vazamento pode ser encontrado sem que todo paciente tenha compressão neural. Quando ocorre lesão neurológica, porém, ela pode ser grave e exigir descompressão (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 49, “As complicações do cimento”).
Cimento menos viscoso, volumes maiores e fraturas mais graves aumentam o extravasamento. Esses fatores ajudam a entender a variação entre situações, mas não permitem calcular o risco individual usando só os dois percentuais da questão.
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