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Questão de Fratura transtrocantérica (TEOT 2025)

Trauma adultoFratura transtrocantéricaTEOT 2025

Nas fraturas transtrocanterianas do fêmur, a espessura da parede lateral é a distância, em milímetros, entre um ponto:

  1. 3 cm distal ao tubérculo inominado do trocanter maior até um ponto na linha da fratura do fragmento distal, angulado em 135 graus.
  2. 3 cm distal ao tubérculo inominado do trocanter maior até um ponto na linha da fratura do fragmento distal, angulado em 150 graus.
  3. 6 cm distal ao tubérculo inominado do trocanter maior até um ponto na linha da fratura do fragmento distal, angulado em 135 graus.
  4. 6 cm distal ao tubérculo inominado do trocanter maior até um ponto na linha da fratura do fragmento distal, angulado em 150 graus.
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Gabarito: A · 3 cm distal ao tubérculo inominado do trocanter maior até um ponto na linha da fratura do fragmento distal, angulado em 135 graus.

Conceito-chave

A parede lateral. Na fratura transtrocantérica, a parede lateral é a cortical lateral do fêmur logo abaixo do trocanter maior, onde entra o parafuso cefálico. Ela funciona como batente: quando o parafuso desliza no DHS, o fragmento proximal se apoia na parede lateral, e a fratura se estabiliza. Se a parede quebra, o fragmento proximal desliza sem limite, a diáfise medializa, o membro encurta e a fixação falha.

Como medir. Palm e colaboradores definiram a espessura da parede lateral na radiografia AP: parte-se de um ponto 3 cm distal ao tubérculo inominado (a crista do vasto lateral) na cortical lateral, e traça-se uma linha em 135 graus (o ângulo do parafuso cefálico) até onde ela cruza a linha de fratura no fragmento distal. A distância, em milímetros, é a espessura. Paredes com 20,5 mm ou menos têm risco alto de fraturar durante ou após a fixação com DHS.

O que isso muda. Com parede fina, prefere-se a haste cefalomedular, que funciona como uma parede lateral substituta dentro do canal e impede a medialização da diáfise. Na classificação AO/OTA de 2018, a espessura da parede lateral separa o grupo 31A1 (parede competente, acima de 20,5 mm) do 31A2 (parede incompetente, 20,5 mm ou menos).

Outros fatores de instabilidade. Cominuição posteromedial (perda do calcar), traço reverso (31A3) e extensão subtrocantérica. Todos pedem haste.

Na prova: espessura da parede lateral = de 3 cm abaixo do tubérculo inominado, a 135 graus, até a linha de fratura; 20,5 mm ou menos = alto risco com DHS.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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