Na fratura de úmero proximal a complicação mais frequente é a
- perda de redução.
- lesão da cartilagem articular.
- lesão do manguito rotador.
- rigidez.
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Conceito-chave
Por que o ombro enrijece tanto. O ombro tem a maior amplitude do corpo, e ela depende de uma cápsula ampla e redundante, sobretudo no recesso axilar, e de planos de deslizamento (espaço subacromial, bursa, intervalo dos rotadores) que precisam correr livres. Depois de uma fratura, a hemartrose e o edema grudam esses planos, a cápsula retrai rapidamente quando o braço fica junto ao corpo (a posição antálgica e da tipoia), e a dor limita os exercícios.
Por que a fratura do úmero proximal em especial. A população típica é a mulher acima dos 65 anos, com menor capacidade de reabilitação e maior predisposição à capsulite. Somam-se o medo da dor, a demora para começar a fisioterapia e, nos operados, a agressão cirúrgica. Por isso a rigidez é a complicação mais frequente, em qualquer forma de tratamento, com perda sobretudo da rotação externa e da elevação.
Como prevenir. Imobilizar pouco: tipoia por 1 a 3 semanas nas fraturas estáveis. Mobilizar cedo: exercícios pendulares e passivos desde os primeiros dias, progressão para ativos entre a terceira e a sexta semana. Na cirurgia, fixação estável o bastante para permitir movimento imediato. Analgesia adequada para que o paciente consiga se exercitar.
As outras complicações. Consolidação viciosa (varo, tubérculo maior alto), perda de redução e parafusos intra-articulares com placa, necrose avascular (critérios de Hertel), lesão do manguito (associada em até metade dos casos, muitas vezes prévia), lesão do axilar e pseudartrose (rara, mais no colo cirúrgico).
Na prova: complicação mais frequente da fratura do úmero proximal = rigidez; imobilizar pouco e mobilizar cedo.
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