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Questão de Fratura subtrocantérica (SBOT-SP)

Trauma adultoFratura subtrocantéricaSBOT-SP

A fratura femoral atípica tem indicação de redução aberta e fixação interna

  1. quando for incompleta.
  2. com placa longa para proteger o colo femoral.
  3. quando a fixação com haste é cirurgicamente impossível.
  4. se a espícula óssea for medial.
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Gabarito: C · quando a fixação com haste é cirurgicamente impossível.

Conceito-chave

A fratura femoral atípica (por uso prolongado de bisfosfonato) tem uma biologia ruim: a remodelação está suprimida, e a consolidação é lenta. O implante precisa compartilhar a carga e proteger o fêmur inteiro.

O tratamento de escolha: a haste intramedular cefalomedular (com parafuso no colo), que:

fica no eixo de carga, com braço de alavanca curto;

protege todo o fêmur, inclusive o colo;

é inserida por incisões pequenas, sem abrir o foco, preservando o pouco de biologia que resta.

Quando usar redução aberta e placa: só quando a haste é impossível: canal muito estreito, fêmur muito arqueado (comum em asiáticos e idosos com encurvamento lateral), deformidade prévia, prótese ou implante que bloqueie o canal. A placa tem mais falha e pseudartrose nessa fratura, porque fica fora do eixo e o osso consolida devagar.

As fraturas incompletas: as dolorosas costumam receber haste profilática; as assintomáticas podem ser acompanhadas com suspensão do bisfosfonato e, às vezes, teriparatida.

A espícula medial: é um achado típico da fratura completa, não uma indicação de placa.

Na prova: a fratura atípica tem indicação de redução aberta e placa quando a fixação com haste é cirurgicamente impossível.

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