Na luxação traumática do quadril, a complicação mais frequente é a
- artrose.
- osteonecrose.
- neuropraxia.
- fratura do colo femoral.
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Conceito-chave
A luxação traumática do quadril. O quadril é uma articulação muito estável, e luxá-lo exige alta energia: acidentes de carro (trauma do painel), moto, quedas de altura. A maioria é posterior (cerca de 90%), com o membro encurtado, fletido, aduzido e em rotação interna. Associam-se fraturas da parede posterior do acetábulo, da cabeça do fêmur, lesões do joelho e do ciático.
As complicações e suas frequências. A artrose pós-traumática é a complicação mais frequente a longo prazo. A energia do trauma lesa a cartilagem por impacção e cisalhamento, mesmo com redução precoce e anatômica, e fragmentos intra-articulares agravam o dano. As taxas aumentam muito quando há fratura associada. A osteonecrose é a mais temida, com frequência menor (cerca de 5 a 15% nas luxações simples, mais nas complexas), e depende sobretudo do tempo até a redução: reduzir em até 6 horas. A lesão do ciático (neuropraxia, geralmente da divisão fibular) ocorre em cerca de 10 a 20% das luxações posteriores, com recuperação parcial em muitos casos. A ossificação heterotópica aparece mais após cirurgia pela via posterior.
A redução. Urgente, sob anestesia com relaxamento, com manobras suaves (Allis, Stimson, Captain Morgan), evitando forças que fraturem o colo. Antes, tomografia ou radiografia para descartar fratura do colo não desviada, que pode desviar na manobra. Depois, tomografia para ver congruência e fragmentos.
O seguimento. Radiografias e, se necessário, ressonância nos primeiros anos para detectar necrose. Artroplastia para artrose ou necrose com colapso.
Na prova: complicação mais frequente da luxação traumática do quadril = artrose; a necrose é a mais temida e depende do tempo até a redução.
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