Nas fraturas subtrocantéricas, para evitar o desvio em varo, o ponto de entrada da haste cefalomedular deve ser idealmente
- no centro do grande trocânter.
- medial ao grande trocânter.
- na fossa piriforme.
- lateral ao grande trocânter.
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Conceito-chave
Na fratura subtrocantérica, o fragmento proximal tende a ficar em flexão, abdução e rotação externa, e a fratura tende a consolidar em varo. O ponto de entrada da haste cefalomedular pode piorar ou evitar esse varo.
O ponto de entrada ideal: no ápice do trocânter maior ou um pouco medial a ele.
Por quê: a haste trocantérica tem uma curva lateral (cerca de 4 a 6°) pensada para entrar nesse ponto. Se a entrada for lateral demais, a haste empurra o fragmento proximal para fora, em abdução, e a fratura fica em varo. Entrar medial ao ápice compensa a tendência à abdução do fragmento proximal.
O cuidado: não entrar medial demais, para não lesar a parede ou causar fratura do colo.
Os outros cuidados contra o varo: reduzir antes de fresar (pinças, cerclagem, Schanz), manter a redução durante a passagem da haste e conferir o alinhamento no AP antes de travar.
A fossa piriforme: era o ponto das hastes retas antigas; com as hastes trocantéricas atuais, a referência é o trocânter.
Na prova: o ponto de entrada para evitar o varo deve ser medial ao grande trocânter (ao ápice).
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