A fratura articular parcial da cabeça do rádio é mais frequente na região
- anterolateral.
- anteromedial.
- posterolateral.
- posteromedial.
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Conceito-chave
A cabeça do rádio. Articula-se com o capítulo do úmero e com a incisura radial da ulna. Ela é um importante estabilizador secundário do cotovelo contra o valgo e contra a migração proximal do rádio, e participa da transmissão de carga (cerca de 60% da carga passa pela articulação radiocapitelar).
Por que a região anterolateral fratura mais. A cabeça do rádio não é coberta por cartilagem em toda a sua circunferência. Um setor de cerca de 90 a 110°, que fica voltado para lateral com o antebraço em posição neutra, não se articula com a incisura radial da ulna. Esse setor:
- não tem cartilagem articular grossa nem osso subcondral espesso;
- tem osso mais fraco;
- recebe o impacto do capítulo na queda com o cotovelo estendido e em valgo, com o antebraço em pronação.
Por isso, as fraturas parciais da cabeça do rádio (fraturas articulares parciais, Mason II) acometem com mais frequência o quadrante anterolateral.
A "zona segura" de Smith e Hotchkiss. Esse mesmo setor que não se articula com a ulna é a zona segura para colocar placas e parafusos na cabeça do rádio sem bloquear a rotação. Ela é localizada, com o antebraço em rotação neutra, entre referências na face lateral: o processo estiloide do rádio e o tubérculo de Lister.
A classificação de Mason (modificada).
| Tipo | Fratura |
|---|---|
| I | Sem desvio ou desvio menor que 2 mm, sem bloqueio |
| II | Desvio maior que 2 mm, fragmento parcial |
| III | Cominutiva, acometendo toda a cabeça |
| IV (Johnston) | Com luxação do cotovelo |
O tratamento.
- Tipo I: mobilização precoce.
- Tipo II: fixação (parafusos embutidos) se houver bloqueio mecânico da rotação ou desvio importante; conservador se não houver bloqueio.
- Tipo III: fixação se possível; senão, prótese da cabeça do rádio (sobretudo com instabilidade). A ressecção simples é evitada no cotovelo instável.
- Sempre testar a rotação do antebraço (após aspirar o hematoma e infiltrar anestésico) para ver se há bloqueio mecânico, e procurar lesões associadas (ligamentos, coronoide, Essex-Lopresti).
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