A fratura desviada do terço lateral da clavícula, quando tratada conservadoramente, apresenta taxa de retardo de consolidação e pseudoartrose de aproximadamente
- 5%.
- 20%.
- 40%.
- 60%.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A banca escolheu 40%, alternativa C, para retardo/pseudartrose da fratura distal desviada tratada sem cirurgia. O resumo, porém, mostra variação entre as séries, não uma taxa única: 20%, 33% e 36% aparecem em populações e desenhos diferentes.
Na fratura instável, o segmento medial perde contenção enquanto o distal permanece ligado à escápula. Movimento e separação dos fragmentos ajudam a explicar a taxa de não união. Mas não consolidar radiograficamente não equivale a falhar funcionalmente: muitas pseudartroses distais têm poucos sintomas, sobretudo em pacientes de menor demanda (Rockwood, 10ª ed., cap. 34, “Conservador: pseudartrose frequente, função boa”).
Raval encontrou cerca de um terço sem consolidação nas Neer II tratadas conservadoramente; Hall relatou 36%, enquanto Van der Linde apresentou 20% nas desviadas. O valor 40 da prova se aproxima das séries de um terço, mas B, 20%, também existe na literatura resumida. Além disso, a pergunta reúne retardo e pseudartrose, enquanto os estudos podem usar desfechos e tempos diferentes.
A indicação de operar não deriva só de escolher a maior porcentagem. A fonte admite tratamento conservador em muitos casos e reserva cirurgia para instabilidade completa em paciente de alta demanda ou falha sintomática. Não se deve transformar uma taxa radiográfica em necessidade de revisão para todos.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo