No tratamento cirúrgico da tríade terrível, a fratura do coronoide tipo 3 de O’Driscoll deve ser estabilizada
- independentemente das lesões associadas.
- se associada à lesão de Essex-Lopresti.
- se não for possível a reconstrução da cabeça de rádio.
- quando não for realizada a reconstrução do complexo ligamentar medial.
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Conceito-chave
O coronoide é o batente anterior da ulna: é ele que impede a ulna de escorregar para trás sob a tróclea. Na tríade terrível, esse batente quebrou junto com a cabeça do rádio e os ligamentos. A banca pergunta se um fragmento grande, que leva a base do coronoide, pode ficar sem fixação dependendo do resto.
O tamanho que muda tudo. Na classificação de O'Driscoll, o tipo III é a fratura da base do coronoide. O Rockwood and Green (10ª ed., cap. 40) mostra, em modelos de tríade, que reparar os ligamentos e trocar a cabeça do rádio devolve quase toda a estabilidade só quando o coronoide é pequeno. Com coronoides maiores, o cotovelo continua instável mesmo com ligamentos reparados e cabeça fixada ou trocada. Nenhuma outra peça compensa a falta do batente.
A ordem da cirurgia. O capítulo propõe um roteiro de dentro para fora: coronoide primeiro, depois a cabeça do rádio (fixar ou trocar, nunca retirar), depois o colateral lateral e, só se ainda instável, o medial. Os fragmentos maiores recebem parafusos de trás para frente; apenas pontas muito pequenas, menos de 10%, podem ficar sem reparo se o resto ficar firme.
O que os resultados mostram. Com fixação estável do coronoide, os resultados são bons a excelentes; sem ela, insatisfatórios. A instabilidade recorrente se associou, entre outros fatores, ao coronoide não reparado.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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