Paciente, 45 anos, vítima de queda de três metros de altura, deu entrada no pronto atendimento apresentando dor, deformidade aparente em varo do tornozelo e edema acentuado. Após exame físico, as radiografias mostraram uma fratura do pilão tibial 43 C3 associada à fratura cominutiva do 1/3 distal da fíbula. O paciente foi levado ao centro cirúrgico e a opção mais adequada na urgência é
- tratamento definitivo com redução fechada e fixação percutânea da fratura do pilão tibial com placas bloqueadas.
- tratamento estagiado com fixação com placa em ponte na fíbula e fixador externo transarticular.
- tratamento estagiado com ligamentotaxia e fixador externo transarticular.
- tratamento definitivo com fixador externo circular tipo ILIZAROV.
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Conceito-chave
Há um pilão 43C3, deformidade e edema acentuado depois de queda de altura. Na urgência, a prioridade é devolver comprimento e alinhamento sem exigir da pele uma reconstrução definitiva extensa: tratamento em etapas com ligamentotaxia e fixador transarticular, alternativa C.
Fragmentos desviados pressionam a pele por dentro e podem causar necrose. A tração suave e a estabilização temporária retiram essa tensão e permitem que as partes moles se recuperem. A meta inicial é estabilidade, eixo e rotação; não é reconstruir toda a superfície articular no primeiro ato (Rockwood, 10ª ed., cap. 64, “Primeiro tempo: o fixador transarticular”).
O fixador também prepara a próxima decisão. Com a fratura no comprimento, a TC mostra melhor a impacção e os fragmentos que orientarão as vias. O tratamento definitivo costuma ser adiado por pelo menos dez dias, até retorno das rugas e recuperação das flictenas e feridas. O calendário não substitui o exame da pele.
A fíbula importa para a coluna lateral, mas fixá-la imediatamente exige redução anatômica e uma incisão compatível com a etapa seguinte. Se o cirurgião inicial não fará o definitivo, o capítulo recomenda fixador sem fixação interna. Isso é especialmente relevante na fíbula cominuída, em que uma redução ruim pode dificultar o resto da reconstrução.
Existem casos selecionados de fixação aguda por equipes experientes, com pouco edema. Eles não devem ser transferidos para este C3 com partes moles muito comprometidas.
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