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Questão de Fratura do úmero proximal (TARO 2024)

Trauma adultoFratura do úmero proximalTARO 2024

Paciente do sexo feminino, 70 anos, vítima de queda ao solo e trauma no ombro esquerdo. Diagnosticada com fratura do terço proximal do úmero, conduzida em tratamento clínico. No quarto mês de seguimento estava assintomática, em boa evolução no ganho de movimentos, mas iniciou quadro de dor intensa refratária ao uso de analgésicos simples. O exame abaixo foi solicitado para elucidar o quadro, e explicitou a alteração destacada pela seta. O provável diagnóstico da paciente é Elsevier, 2021.

Fonte: AZAR, F. M.; BEATY, J. H. Campbell’s operative orthopaedics. 14. ed.Philadelphia:
Fonte: AZAR, F. M.; BEATY, J. H. Campbell’s operative orthopaedics. 14. ed.Philadelphia:
  1. osteomielite.
  2. pseudartrose.
  3. osteonecrose.
  4. consolidação viciosa.
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Gabarito: C · osteonecrose.

Conceito-chave

A paciente passou por uma fase de melhora, mas depois desenvolveu dor intensa; o exame mostra uma alteração subcondral da cabeça umeral na região indicada. Essa cronologia, associada ao achado cefálico, favorece osteonecrose, alternativa C.

Após a fratura, o segmento articular pode perder parte de suas conexões vasculares. Se a viabilidade não se restabelece, a evolução pode ir de alterações de densidade a colapso da superfície, com dor, rigidez e perda de função depois de um período inicialmente bom. É a apresentação descrita no resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 36, “Quando a necrose aparece”.

O intervalo de melhora tem valor, sem ser prova isolada. Na pseudartrose, a dor e a mobilidade do foco persistem porque não houve união. Na consolidação viciosa, o osso consolidou em posição alterada e pode limitar o movimento por impacto. A perda tardia da função com alteração subcondral da cabeça favorece um processo de osteonecrose sobre essas duas explicações.

Infecção continua no diagnóstico diferencial de dor pós-fratura. O resumo orienta investigação e punção se houver suspeita; nem a história nem uma única imagem autorizam declarar que infecção é impossível. A questão pede o diagnóstico mais provável, não a exclusão definitiva de todas as outras causas.

O tratamento posterior depende de sintomas, colapso, glenoide e tubérculos. Não se indica uma prótese específica apenas porque a alternativa correta é osteonecrose.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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