A pseudartrose do escafoide associada à necrose do polo proximal, segundo à classificação de HERBERT, é descrita como tipo
- D3.
- D4.
- D5.
- D6.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
O grupo D de Herbert. A classificação de Herbert separa as fraturas agudas estáveis (A), agudas instáveis (B), o retardo de consolidação (C) e a pseudartrose estabelecida (D). O grupo D é subdividido pela gravidade: D1, união fibrosa, com tecido fibroso estável entre os fragmentos e pouca reabsorção; D2, pseudartrose, com mobilidade e reabsorção nas bordas; D3, pseudartrose esclerótica, com bordas escleróticas, cistos e deformidade; D4, pseudartrose com necrose avascular do polo proximal.
Por que o polo proximal morre. A irrigação do escafoide é retrógrada: entra pela crista dorsal e pelo polo distal e segue para proximal. Uma fratura da cintura ou do polo proximal separa o fragmento proximal do fluxo, e a pseudartrose prolongada completa a desvascularização. A ressonância com contraste e, no intraoperatório, a ausência de sangramento puntiforme no osso proximal confirmam a necrose. A radiografia pode mostrar o polo proximal mais denso.
Como tratar o D4. Enxerto não vascularizado tem taxas de consolidação baixas no polo necrótico. Prefere-se enxerto vascularizado: do rádio distal dorsal (1,2 ICSRA, Zaidemberg) ou volar (Mathoulin, ramo carpal palmar), ou o enxerto livre do côndilo femoral medial, preferido quando há colapso e deformidade em corcunda. Fixação com parafuso sem cabeça ou fios. Se o polo proximal está fragmentado e há artrose, pensa-se em salvamento: carpectomia proximal ou artrodese dos quatro cantos.
Na prova: Herbert D4 = pseudartrose com necrose do polo proximal; exige enxerto vascularizado.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo