Na fratura do calcâneo, a avaliação tomográfica segundo SANDERS utiliza a imagem de maior espessura da articulação subtalar na faceta
- média, no corte sagital.
- média, no corte coronal.
- posterior, no corte sagital.
- posterior, no corte coronal.
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Conceito-chave
A classificação de Sanders. É a referência para as fraturas intra-articulares do calcâneo. Baseia-se na tomografia, com duas escolhas técnicas. O plano: o corte coronal (semicoronal, perpendicular à faceta posterior), que mostra a superfície articular de frente e permite contar os fragmentos. O nível: o corte em que a faceta posterior da subtalar aparece mais larga, junto ao sustentáculo do tálus.
Como classificar. Nesse corte, a faceta posterior é dividida por duas linhas (A e B), e uma terceira (C) passa na borda medial, junto ao sustentáculo, delimitando três colunas: lateral, central e medial. Tipo I: fratura sem desvio (menor que 2 mm), independente do número de traços. Tipo II: duas partes (IIA, IIB, IIC conforme a linha do traço, de lateral para medial). Tipo III: três partes, geralmente com fragmento central afundado (IIIAB, IIIAC, IIIBC). Tipo IV: quatro partes ou mais, cominutiva.
O valor prognóstico. Quanto mais partes e quanto mais medial o traço (mais difícil de ver pela via lateral), pior o resultado. No tipo IV, mesmo com redução, a artrose é frequente, e muitos indicam redução com artrodese subtalar primária. O tipo I vai para tratamento conservador.
As medidas radiográficas. O ângulo de Böhler (normal de 20 a 40 graus) diminui com o afundamento da faceta posterior. O ângulo crítico de Gissane (normal de 120 a 145 graus) aumenta. A incidência axial de Harris mostra o alargamento e o varo da tuberosidade.
Na prova: Sanders usa a faceta posterior no corte coronal da tomografia, no ponto mais largo junto ao sustentáculo.
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