Em relação a resistência mecânica do osso cortical, o mesmo resiste mais quanto a forças de compressão em relação as forças em tensão?
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Conceito-chave
O osso cortical é anisotrópico: sua resistência depende da direção da força. Para as fraturas por estresse e para entender onde o osso quebra, três números importam:
compressão: a força que o osso mais aguenta, cerca de 190 MPa no fêmur humano;
tensão: menos resistente, cerca de 130 MPa;
cisalhamento: o ponto mais fraco, cerca de 70 MPa.
A comparação: o osso cortical resiste cerca de 50% mais à compressão do que à tensão.
A consequência para as fraturas por estresse: o lado de tensão do osso falha mais cedo e consolida pior. Por isso as fraturas por estresse no lado de tensão são de alto risco: a cortical anterior da tíbia, o lado superolateral do colo do fêmur, a patela. As do lado de compressão (face posteromedial da tíbia, lado inferomedial do colo) são de baixo risco.
Na prática das fraturas agudas: o osso começa a quebrar pelo lado de tensão, e o traço se propaga até o lado de compressão, que às vezes se fragmenta (a "borboleta").
Na prova: o osso cortical resiste cerca de 50% mais à compressão que à tensão.
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