O paciente com fratura desviada do colo do tálus tratado cirurgicamente, devido ao risco de necrose, deve ser acompanhado por pelo menos
- 12 meses.
- 24 meses.
- 36 meses.
- 48 meses.
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Conceito-chave
Mesmo depois de fixar e consolidar uma fratura desviada do colo do tálus, o acompanhamento vascular não termina no primeiro ano. O resumo descreve necrose surgindo até 36 meses após a fixação, intervalo que sustenta C.
O desvio pode interromper as poucas portas vasculares do tálus. A restauração anatômica ajuda a recuperar relações e permite a reperfusão, mas não apaga automaticamente a lesão vascular inicial. Além disso, consolidação e viabilidade não são o mesmo desfecho: o colo pode consolidar apesar de necrose do corpo (Rockwood, 10ª ed., cap. 66, “RM, colapso e o tempo longo”).
O problema tardio também envolve a revascularização. O corpo esclerótico pode suportar carga, mas a remodelação subsequente pode acompanhar colapso do domo, meses ou anos depois. Por isso, melhora clínica inicial ou união do foco não bastam para encerrar a vigilância.
Isso não significa manter todo paciente três anos sem carga. O capítulo não demonstra benefício de prolongar indiscriminadamente a restrição; tempo de seguimento é diferente de tempo de descarga. Radiografias seriadas e avaliação clínica acompanham a evolução, com exames adicionais conforme a dúvida.
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