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Questão de Fraturas do tálus e do calcâneo (TEOT 2024)

Trauma adultoFraturas do tálus e do calcâneoTEOT 2024

O paciente com fratura desviada do colo do tálus tratado cirurgicamente, devido ao risco de necrose, deve ser acompanhado por pelo menos

  1. 12 meses.
  2. 24 meses.
  3. 36 meses.
  4. 48 meses.
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Gabarito: C · 36 meses.

Conceito-chave

Mesmo depois de fixar e consolidar uma fratura desviada do colo do tálus, o acompanhamento vascular não termina no primeiro ano. O resumo descreve necrose surgindo até 36 meses após a fixação, intervalo que sustenta C.

O desvio pode interromper as poucas portas vasculares do tálus. A restauração anatômica ajuda a recuperar relações e permite a reperfusão, mas não apaga automaticamente a lesão vascular inicial. Além disso, consolidação e viabilidade não são o mesmo desfecho: o colo pode consolidar apesar de necrose do corpo (Rockwood, 10ª ed., cap. 66, “RM, colapso e o tempo longo”).

O problema tardio também envolve a revascularização. O corpo esclerótico pode suportar carga, mas a remodelação subsequente pode acompanhar colapso do domo, meses ou anos depois. Por isso, melhora clínica inicial ou união do foco não bastam para encerrar a vigilância.

Isso não significa manter todo paciente três anos sem carga. O capítulo não demonstra benefício de prolongar indiscriminadamente a restrição; tempo de seguimento é diferente de tempo de descarga. Radiografias seriadas e avaliação clínica acompanham a evolução, com exames adicionais conforme a dúvida.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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