Na luxação do joelho uma das indicações para reconstrução tardia é a lesão associada do LCA+LCP com?
- Colateral lateral desinserido no fêmur
- Colateral lateral desinserido na tíbia
- Colateral medial desinserido no fêmur
- Colateral medial desinserido na tíbia
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Conceito-chave
A associação que pode justificar adiar a reconstrução dos cruzados é o colateral medial desinserido do fêmur, alternativa C. Essa avulsão proximal tem boa possibilidade de cicatrizar durante a proteção inicial, permitindo reavaliar se será necessário operar também o lado medial.
A recomendação geral do capítulo favorece reconstrução precoce quando as condições permitem, mas o momento depende das partes moles, da perfusão e das lesões associadas. Para os cruzados rotos com avulsão femoral do colateral medial, o resumo descreve espera de 6 a 8 semanas e posterior reconstrução dos cruzados, aproveitando a cicatrização do colateral (Rockwood, 10ª ed., cap. 61, “Quando operar”).
Lado e localização mudam a conduta. O lado lateral não tem o mesmo comportamento de cicatrização. O canto posterolateral costuma receber reconstrução em 2 a 3 semanas, e reparos isolados de avulsões proximais do colateral fibular e poplíteo tiveram resultados ruins nas séries citadas.
Na avulsão distal do colateral medial, a pata de ganso pode se interpor e impedir contato do ligamento com a tíbia: é a lesão tipo Stener. Por isso não se deve aplicar a ela, automaticamente, a espera destinada à avulsão femoral favorável à cicatrização.
A indicação de tratamento tardio aqui é ligamentar e específica. Não significa adiar uma emergência vascular, síndrome compartimental, luxação irredutível ou exposição. Esses problemas têm prioridade própria e precisam ser resolvidos independentemente do plano definitivo dos cruzados.
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