Em quais níveis da coluna existe um maior índice de lesão das meninges associada a fratura na lâmina vertebral vertical?
- T10-T12
- L2-L4
- L4-S1
- C5-C7
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Conceito-chave
A fratura da lâmina e a dura. Nas fraturas por explosão, a carga axial faz o corpo vertebral estourar e se expandir para os lados, afastando os pedículos: a distância interpedicular aumenta. Esse afastamento abre o arco posterior como um livro e racha a lâmina verticalmente. No momento da abertura, a dura e as raízes, logo à frente da lâmina, entram na fenda; quando o arco se fecha de novo, elas ficam presas e laceradas.
Onde isso acontece mais. A associação entre fratura vertical da lâmina e laceração dural com encarceramento de raízes é mais frequente na coluna lombar, entre L2 e L4. É a região das fraturas por explosão lombares, e o canal contém a cauda equina, com raízes móveis que herniam pela fenda. A laceração dural está presente em cerca de um terço das explosões com déficit neurológico e fratura da lâmina.
O que isso muda na cirurgia. Na explosão lombar com déficit neurológico e lâmina fraturada, a descompressão posterior (laminectomia) deve ser feita com cuidado: as raízes podem estar presas na fenda e ser lesadas se a lâmina for retirada às cegas. Muitos preferem abrir a lâmina identificando a dura, liberar e reparar a laceração. Na via anterior, a laceração posterior não seria vista.
Os outros níveis. Na transição toracolombar (T10 a L1) as explosões são muito comuns, mas a medula e o cone ocupam o canal, com menos raízes livres. Na cervical baixa o mecanismo e a anatomia são diferentes. Na lombossacra (L4 a S1), as explosões são menos frequentes.
Na prova: fratura vertical da lâmina em explosão com déficit = suspeite de laceração dural e raízes presas, mais em L2 a L4.
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