Segundo a classificação AO a gravura abaixo corresponde a que tipo de fratura?

- 31A3.1
- 31A3.2
- 31A3.3
- 32A1.1
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Conceito-chave
A classificação AO/OTA do fêmur proximal. O osso é 3 (fêmur) e o segmento 1 (proximal). O tipo A é a fratura trocantérica (extracapsular); o B, a do colo; o C, a da cabeça. Dentro do tipo A: A1, pertrocantérica simples (dois fragmentos, com parede lateral preservada); A2, pertrocantérica multifragmentária (com fragmento posteromedial, e parede lateral fina, com 20,5 mm ou menos, na versão de 2018); A3, intertrocantérica, com traço que sai abaixo do tubérculo inominado na cortical lateral.
O grupo A3. Engloba as fraturas de traço reverso e transverso, que são instáveis porque a parede lateral está fraturada. A3.1: traço oblíquo simples (obliquidade reversa, de inferolateral para superomedial). A3.2: traço transverso simples, atravessando a região intertrocantérica horizontalmente. A3.3: multifragmentária (em cunha ou cominutiva). Como a região trocantérica já não segura o fragmento proximal, o fêmur tende a medializar e o fragmento proximal a se deslocar lateralmente.
Por que o A3 muda o implante. No DHS, o parafuso cefálico desliza na direção do traço reverso e não encontra apoio: a fratura desmonta. Nas A3, usa-se haste cefalomedular, que funciona como pilar intramedular, ou, alternativamente, placas angulares de 95 graus (DCS, lâmina-placa). O mesmo raciocínio vale para as fraturas subtrocantéricas (segmento 32, diáfise).
O código 32. O segmento 32 é a diáfise do fêmur; 32A1 é a fratura diafisária simples em espiral, não uma fratura trocantérica.
Na prova: AO 31A3 = intertrocantérica (traço reverso ou transverso), instável; A3.1 oblíqua reversa, A3.2 transversa, A3.3 multifragmentária; trate com haste.
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