Segundo a classificação de Stewart and Milford das luxações posteriores do quadril a descrição a seguir correponde a qual tipo? "Luxação com fratura da borda produzindo grande instabilidade"
- I
- II
- III
- IV
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Conceito-chave
As luxações posteriores do quadril. São as mais comuns (cerca de 90%), pelo trauma do painel com o quadril fletido e aduzido. O membro fica encurtado, fletido, aduzido e em rotação interna. Frequentemente há fratura da parede posterior do acetábulo, e o nervo ciático (sobretudo a divisão fibular) pode ser lesado.
A classificação de Stewart e Milford. Leva em conta a estabilidade após a redução. Tipo I: luxação simples, sem fratura ou com fragmento mínimo. Tipo II: luxação com um ou mais fragmentos da borda, mas com o quadril estável após a redução. Tipo III: luxação com fratura da borda que produz grande instabilidade; o quadril reluxa facilmente. Tipo IV: luxação com fratura da cabeça ou do colo do fêmur.
A classificação de Thompson e Epstein. É a mais citada e descreve o padrão anatômico. I: luxação com ou sem fratura pequena. II: com grande fragmento da borda posterior. III: com cominuição da borda. IV: com fratura do assoalho do acetábulo. V: com fratura da cabeça do fêmur (subdividida por Pipkin).
A conduta. Redução fechada urgente, em até 6 horas, sob anestesia e relaxamento, para reduzir a necrose. Depois, tomografia para ver fragmentos intra-articulares, congruência e tamanho da fratura da parede. Quadril instável (como no tipo III de Stewart e Milford), redução incongruente, fragmentos encarcerados ou fratura da parede posterior grande (geralmente acima de 40 a 50%) pedem redução aberta e fixação pela via de Kocher-Langenbeck. Luxação irredutível é emergência cirúrgica.
Na prova: Stewart e Milford III = fratura da borda com grande instabilidade; II é estável; IV tem fratura da cabeça ou do colo.
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