Paciente idoso, vítima de queda do mesmo nível, apresentou fratura do fêmur proximal. Diante desse quadro, ao conversar com a família, é importante salientar que
- apenas um quarto dos idosos que sofrem lesões desse tipo recupera sua condição funcional prévia.
- apenas metade dos idosos que sofrem lesões desse tipo recupera sua condição funcional prévia.
- apenas um terço dos idosos que sofrem lesões desse tipo recupera sua condição funcional prévia.
- apenas dois terços dos idosos que sofrem lesões desse tipo recuperam sua condição funcional prévia.
- a maioria dos idosos que sofrem lesões desse tipo recupera sua condição funcional prévia.
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Conceito-chave
Uma fratura que muda a vida. A fratura do fêmur proximal no idoso (colo e transtrocantérica) é um marcador de fragilidade e um divisor de águas. Mesmo com cirurgia bem feita e reabilitação, o prognóstico funcional é reservado. A mortalidade em um ano fica em torno de 20 a 30%, maior em homens, em pacientes com demência e múltiplas comorbidades, e em quem demora a ser operado.
Quantos voltam ao que eram. A literatura mostra que apenas cerca de um terço dos idosos recupera completamente o nível funcional prévio (marcha, independência nas atividades diárias e capacidade de viver sozinho). Muitos passam a precisar de andador ou de ajuda, e uma parte significativa perde a independência e precisa de cuidador ou instituição. Esse dado deve ser discutido com a família logo no início, para alinhar expectativas e planejar a alta.
O que melhora o resultado. Cirurgia em até 24 a 48 horas, com o paciente otimizado clinicamente, sem esperar demais por exames. Carga total imediata após a fixação ou artroplastia. Mobilização precoce, prevenção de delirium, controle da dor com bloqueios regionais, nutrição, prevenção de tromboembolismo e úlceras de pressão. Cuidado ortogeriátrico compartilhado com o geriatra reduz mortalidade e complicações.
Prevenir a próxima fratura. Toda fratura de fragilidade exige investigação e tratamento da osteoporose (densitometria, vitamina D, cálcio e medicação, como bisfosfonato, denosumabe ou anabólicos) e prevenção de quedas. Os programas de Fracture Liaison Service fazem isso de forma sistemática.
Na prova: só cerca de um terço dos idosos com fratura do fêmur proximal recupera o nível funcional prévio; mortalidade em um ano de 20 a 30%.
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