A técnica cirúrgica para fixação da fratura da extremidade distal do rádio demosntrada na imagem a seguir foi descrita por

- STEIN.
- LISTER.
- DE PALMA.
- RAYHACK.
- KAPANDJI.
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Conceito-chave
A técnica de Kapandji. É a pinagem intrafocal da fratura do rádio distal. Os fios de Kirschner são introduzidos pelo próprio foco da fratura, geralmente um pela face radial e outro pela dorsal. Usados como alavancas, eles levantam o fragmento distal e corrigem a inclinação dorsal e a perda da inclinação radial; depois são avançados até a cortical oposta do fragmento proximal. Ficam como um escoramento (buttress) que impede o fragmento distal de voltar a cair.
Onde ela funciona. Em fraturas extra-articulares ou articulares simples, com cominuição dorsal pequena e boa qualidade óssea, como a fratura de Colles do adulto jovem ou de meia-idade. É rápida, percutânea e barata. Em osso osteoporótico e com cominuição importante, a redução tende a se perder e o rádio encurta, porque os fios não seguram comprimento. Por isso, hoje, a placa volar bloqueada é preferida em muitos casos.
As outras técnicas de fios. A pinagem transestiloide passa os fios pelo estiloide radial, cruzando o foco até a cortical oposta. A técnica de De Palma usa fio transulnar, cruzando a ulna até o rádio. Rayhack descreveu fios transulnares ao rádio sem atravessar a RUD de forma inadequada. Stein e Lister estão ligados a outras descrições (o tubérculo de Lister é o marco dorsal por onde passa o extensor longo do polegar).
As complicações dos fios. Infecção no trajeto, lesão do ramo superficial do radial (dor e neuroma), migração, perda de redução e ruptura tardia do extensor longo do polegar. A incisão pequena e a dissecção romba até o osso protegem o nervo.
Na prova: fios pelo foco da fratura, usados como alavanca e escoramento = técnica de Kapandji (pinagem intrafocal).
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