Na fratura do tipo AO 12C3 com extensão para diáfise distal, o uso de haste intramedular produzirá uma área de trabalho
- curta no segmento proximal e longa no distal, com aumento de stress nos parafusos de bloqueio proximal.
- curta no segmento proximal e longa no distal, com aumento de stress nos parafusos de bloqueio distal.
- longa no segmento proximal e curta no distal, com aumento de stress nos parafusos de bloqueio proximal.
- longa no segmento proximal e curta no distal, com aumento de stress nos parafusos de bloqueio distal.
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Conceito-chave
A área de trabalho (working length) de uma haste é o trecho entre os pontos onde ela está presa ao osso, de cada lado da fratura. Quanto maior a área de trabalho de um lado, mais esse lado é flexível; quanto menor, mais as forças se concentram nos parafusos daquele lado.
A fratura AO 12C3: fratura complexa (multifragmentária, irregular) da diáfise do úmero. Quando ela se estende para a diáfise distal, sobra pouco osso íntegro abaixo da fratura.
O que acontece com a haste:
no segmento proximal: há muito osso entre a entrada da haste e a fratura; a área de trabalho é longa;
no segmento distal: o fragmento distal é curto, e a haste fica presa em pouco osso, perto dos parafusos de bloqueio; a área de trabalho é curta.
A consequência: a carga se concentra no fragmento curto, e os parafusos de bloqueio distais sofrem mais estresse, com risco de soltura e quebra. A haste também controla mal o alinhamento do fragmento distal curto.
A alternativa: nas fraturas que descem muito no úmero distal, a placa (por via posterior ou anterolateral) costuma dar fixação mais segura.
Na prova: a haste produz área de trabalho longa no proximal e curta no distal, com aumento de estresse nos parafusos de bloqueio distais.
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