No ombro flutuante com fratura do colo anatômico da escápula, o sentido do desvio da fossa da glenoide é
- distal e em varo.
- distal e em valgo.
- proximal e em varo.
- proximal e em valgo.
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Conceito-chave
Na fratura do colo anatômico, a glenoide desvia para distal e em valgo. Esse padrão não deve ser confundido com o colo cirúrgico totalmente instável por ruptura ligamentar, em que o fragmento vai para distal e medial.
O colo anatômico separa uma peça que leva a fossa e uma pequena parte da borda lateral, com apenas as cabeças longas do bíceps e do tríceps presas. O coracoide fica fora desse fragmento. A diferença de vínculos musculares e ligamentares ajuda a entender por que não se aplica a mesma direção de desvio a todas as fraturas chamadas de “colo”.
No colo cirúrgico, o fragmento inclui o coracoide; se os coracoclaviculares e coracoacromial rompem, os músculos ligados ao coracoide puxam a glenoide para distal e medial. No transespinhal, o resumo descreve varo. Reconhecer qual bloco ficou solto vem antes de decorar uma direção.
| Padrão | Desvio destacado |
|---|---|
| Colo anatômico | Distal e valgo |
| Colo cirúrgico totalmente instável ligamentar | Distal e medial |
| Transespinhal | Varo |
No anatômico, o ângulo glenopolar pode aumentar, até cerca de 70 graus. Portanto, usar apenas o ponto de corte inferior de 20 graus poderia deixar passar uma deformidade importante. A análise exige identificar o padrão e seu desvio em três dimensões.
Leia “As três fraturas do colo e para onde vai a glenoide”, na Biblioteca. Observe se o fragmento inclui o coracoide antes de escolher a direção.
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