Na fratura do terço lateral da clavícula, a técnica de estabilização cirúrgica que apresenta maior índice de complicação é a
- placa gancho.
- fixação intramedular.
- estabilização coracoclavicular com âncora.
- banda de tensão associada a fixação com fio de Kirschner.
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Conceito-chave
A placa-gancho é a técnica de maior índice de complicações destacada para o terço lateral. O gancho passa sob o acrômio e pode produzir irritação, impacto e osteólise subacromial. Retiradas são frequentes, inclusive planejadas para evitar problemas locais; retirada de rotina e complicação não devem ser contadas como se fossem sempre o mesmo evento.
O fragmento distal é pequeno, esponjoso e pode estar cominuído. A dificuldade é obter pega suficiente contra as forças que fazem o segmento medial subir e o lateral descer com a escápula. A preferência dos autores é placa bloqueada distal, acrescentando botão com sutura no coracoide quando a fixação lateral for insuficiente, em vez de reforçar todos os casos automaticamente.
No gancho, o túnel deve ficar na região posterior do espaço subacromial, porque a anterior é mais estreita e expõe o manguito a impacto. O resumo informa retirada em 60% a 83% das séries, por irritação, impacto ou planejamento, e metanálise com menos complicações/reoperações para placa bloqueada que para gancho. Esses números justificam cautela, sem transformar o implante em técnica proibida em qualquer cenário.
Consolidar não é o único desfecho. Várias técnicas atingem união elevada; função, irritação do implante, necessidade de nova operação e risco ao coracoide também entram na escolha. Botão pode fraturar o coracoide e, por isso, não é um reforço livre de risco.
Leia “Cirurgia: placa, gancho ou fixação coracoclavicular”, na Biblioteca. Compare os resultados e as complicações próprias de cada método, além da taxa de consolidação.
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