Na fratura do tipo IA de GOSS-IDEBERG, a fixação com parafusos deve ser realizada abaixo da linha do equador da glenoide para evitar lesão
- do nervo axilar.
- do nervo supraescapular.
- da artéria tóraco acromial.
- da artéria circunflexa escapular.
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Conceito-chave
A classificação de Ideberg, modificada por Goss, descreve as fraturas da cavidade glenoide:
tipo IA: fratura da borda anterior;
tipo IB: fratura da borda posterior;
tipos II a V: traços que atravessam a cavidade e saem pela borda lateral, pela superior, pela medial ou em combinação;
tipo VI: cominuta.
O tipo IA: é o Bankart ósseo, comum na luxação anterior. Fragmentos grandes (mais de 20 a 25% da glenoide) ou com instabilidade são fixados com parafusos ou âncoras.
Por que abaixo do equador: o nervo supraescapular contorna a incisura espinoglenoidal, atrás da glenoide, na metade superior. Parafusos colocados de anterior para posterior na metade superior da glenoide podem sair atrás e lesar o nervo. Colocá-los abaixo da linha do equador e com o comprimento certo afasta o risco.
Os outros riscos na fixação anterior: o nervo axilar, que passa logo abaixo da glenoide e do subescapular, e o nervo musculocutâneo, na via deltopeitoral.
Na prova: no Ideberg IA, os parafusos vão abaixo do equador da glenoide para evitar lesão do nervo supraescapular.
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