No tratamento da fratura de escápula pela via de JUDET, a tração excessiva do músculo infraespinal pode causar lesão
- do nervo axilar.
- do nervo supraescapular.
- da artéria circunflexa anterior.
- do tendão cabeça longa tríceps.
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Conceito-chave
A tração excessiva do infraespinal na via de Judet ameaça o nervo supraescapular na incisura espinoglenoidal. O risco nasce do modo de mobilizar o músculo para expor a face posterior da escápula; enxergar bem o osso não justifica tensionar o pedículo que o acompanha.
Na descrição do acesso, a porção espinal do deltoide é liberada e rebatida para laterodistal. O intervalo entre infraespinal e redondo menor permite identificar e ligar os vasos circunflexos da escápula. Depois, no acesso amplo, o infraespinal é solto das suas origens escapulares e rebatido proximalmente, com cuidado para não estirar o feixe supraescapular.
O trajeto explica a vulnerabilidade: o nervo percorre a fossa supraespinal e contorna a base da espinha pela incisura espinoglenoidal antes de terminar no infraespinal. Essa relação fixa limita quanto o músculo pode ser deslocado com segurança.
As abordagens por janelas procuram reduzir a mobilização. Podem preservar parte das inserções e diminuir a agressão muscular, mas sua escolha depende do padrão e da exposição necessária. A advertência não é evitar toda liberação; é obter a visão necessária com o menor dano compatível com a redução.
Leia “A via de Judet” e o trajeto do supraescapular, na Biblioteca. Associe a etapa de exposição à estrutura que está sendo tensionada.
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