Na pseudartrose do escafoide, a técnica de MATTI-RUSSE está indicada quando
- existem reabsorção óssea significativa e instabilidade cárpica associada.
- não existem reabsorção óssea significativa nem instabilidade cárpica associada.
- existe reabsorção óssea significativa, porém sem instabilidade cárpica associada.
- não existe reabsorção óssea significativa, porém com instabilidade cárpica associada.
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Conceito-chave
As perguntas da pseudartrose do escafoide. A escolha da técnica depende de três respostas, obtidas na tomografia e na radiografia. Há perda óssea e deformidade em corcunda (humpback, com o escafoide fletido e encurtado)? Há instabilidade cárpica, a DISI (semilunar em extensão, ângulo escafossemilunar acima de 60 graus, radiossemilunar acima de 15 graus)? O polo proximal está vivo (sangramento puntiforme no intraoperatório, ressonância com contraste)?
A técnica de Matti-Russe. Usa enxerto não vascularizado cortico-esponjoso, encaixado numa calha escavada nos dois fragmentos, por via volar. É um enxerto de preenchimento e biologia, sem capacidade de corrigir angulação ou restaurar comprimento. Por isso é indicada no cenário mais simples: pseudartrose sem reabsorção significativa, sem deformidade e sem instabilidade cárpica, com polo proximal vivo. Hoje, muitos associam parafuso de compressão.
Quando há deformidade. Com perda óssea, corcunda e DISI, usa-se o enxerto intercalado em cunha de Fisk-Fernandez, retirado da crista ilíaca e colocado pela via volar, abrindo a face anterior do escafoide para restaurar comprimento e ângulo, com fixação por parafuso ou fios; a correção do escafoide geralmente corrige a DISI.
Quando o polo proximal está morto. Indica-se enxerto vascularizado: do rádio distal dorsal (1,2 ICSRA, de Zaidemberg) ou do côndilo femoral medial (livre, microcirúrgico), este preferido quando também há colapso. Nos casos avançados, com artrose (SNAC), vêm os procedimentos de salvamento: estiloidectomia, carpectomia proximal, artrodese dos quatro cantos com ressecção do escafoide.
Na prova: Matti-Russe = sem reabsorção, sem deformidade e sem instabilidade; com DISI e corcunda, Fisk-Fernandez; polo proximal necrótico, enxerto vascularizado.
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