No ombro flutuante com ruptura dos ligamentos coracoclaviculares e acromioclaviculares, o fragmento da glenoide é deslocado
- distal e lateralmente.
- distal e medialmente.
- proximal e lateralmente.
- proximal e medialmente.
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Conceito-chave
Quando a glenoide perde todas as amarras, para onde ela vai? A resposta sai de duas forças que continuam agindo depois do trauma: o peso do membro, que puxa tudo para baixo, e os músculos presos ao coracoide, que puxam o fragmento para dentro.
Que fragmento é esse. A glenoide só se separa do corpo por uma fratura do colo. O Rockwood and Green (10ª ed., cap. 33) distingue o colo anatômico, cujo traço passa lateral à base do coracoide e deixa o coracoide no corpo, do colo cirúrgico, o mais frequente dos dois, cujo traço passa medial ao coracoide: o fragmento leva a fossa e o coracoide juntos. É nesse segundo tipo que os ligamentos do coracoide decidem tudo.
Os ligamentos que seguram o coracoide. Preso ao fragmento, o coracoide continua ligado à clavícula pelos coracoclaviculares e ao acrômio pelo coracoacromial. Enquanto eles estão íntegros, o colo cirúrgico fica estável e desvia pouco. Se só o coracoacromial rompe, o fragmento gira, com o ápice do coracoide indo para distal e medial. Quando os dois rompem, o fragmento é totalmente instável: a distância coracoclavicular aumenta e a glenoide desce e vai para medial, puxada pelos músculos presos ao coracoide e pelo peso do braço. É o ombro flutuante na definição do autor: a glenoide sem nenhuma conexão osteoligamentar com o esqueleto axial.
Comparar com o colo anatômico. Ali o coracoide fica no corpo, então os músculos dele não puxam o fragmento. A glenoide cai para distal e em valgo, o espaço subacromial alarga e o ângulo glenopolar aumenta. O mesmo valgo aparece quando a base do coracoide se separa do colo cirúrgico com os ligamentos íntegros: sem a tração do coracoide, o fragmento se comporta como o do colo anatômico.
| Fratura do colo | Desvio da glenoide |
|---|---|
| Anatômico | Distal e valgo |
| Cirúrgico com coracoclavicular e coracoacromial rotos | Distal e medial |
| Transespinhal | Varo |
Uma nota sobre o enunciado. A questão fala em ligamentos coracoclaviculares e acromioclaviculares. O capítulo descreve o subtipo totalmente instável com coracoclavicular e coracoacromial rotos, mas numa passagem escreve "coracoclavicular e acromioclavicular"; a ideia é a mesma: a glenoide perdeu as ligações pelo coracoide e pela ponte lateral.
Para rever os subtipos, o resumo de fratura da escápula tem a seção das três fraturas do colo com o desenho de cada padrão de desvio.
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