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Questão de Fratura do escafoide e do carpo (Ortopedia)

Trauma adultoFratura do escafoide e do carpoOrtopedia

A fratura de escafóide por trauma de alta energia tem como lesão associada mais comum a fratura do

  1. capitato
  2. semilunar
  3. radio distal
  4. radio proximal
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Gabarito: D · radio proximal

Conceito-chave

A fratura do escafoide. É a fratura mais comum do carpo, em adultos jovens, geralmente do sexo masculino. O mecanismo é a queda sobre a mão espalmada, com o punho em hiperextensão e desvio radial. O escafoide fica entre o rádio e o capitato, e a força se concentra na sua cintura.

As lesões associadas. Na mesma queda, a força que quebra o escafoide pode lesar estruturas vizinhas:

Lesão associadaComentário
Fratura do rádio distal, em especial do processo estiloide (fratura do chofer)A associação mais descrita na literatura; mecanismo comum de hiperextensão com desvio radial
Luxação perilunar (transescafoperilunar)A forma mais comum das luxações perilunares é a que passa pelo escafoide
Lesão do ligamento escafossemilunarPode coexistir, sobretudo nas fraturas do polo proximal
Fratura da cabeça do rádioPor transmissão da carga ao longo do antebraço
Fratura do capitatoSíndrome escafocapitato

Sempre examine o punho e o cotovelo. Na queda sobre a mão estendida, a carga sobe pelo antebraço. Por isso, uma fratura do escafoide pode acompanhar lesões do rádio distal e, mais raramente, da cabeça do rádio e do cotovelo.

Sobre esta questão. O gabarito registrado é a fratura do rádio proximal. A literatura, porém, descreve como associação mais frequente a fratura do rádio distal, especialmente do processo estiloide. Este acervo traz a mesma resposta em outras duas questões (trauma-0275 e trauma-0908), o que pode refletir a convenção da fonte usada pela banca.

O diagnóstico e o tratamento da fratura do escafoide.

  • Dor na tabaqueira anatômica e no tubérculo do escafoide; radiografias incluindo a incidência do escafoide (PA em desvio ulnar).
  • Com radiografia normal e suspeita clínica: imobilizar e repetir em 10 a 14 dias, ou fazer ressonância ou tomografia.
  • Sem desvio, na cintura: gesso ou fixação percutânea com parafuso (retorno mais rápido).
  • Polo proximal ou com desvio (mais de 1 mm): fixação.
  • As complicações: pseudoartrose e necrose do polo proximal, pela irrigação retrógrada.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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