As fraturas do úmero proximal apresentam maior risco de necrose avascular quando
- impactadas em valgo
- acometem a pequena tuberosidade
- a extensão metafisária é maior que 8mm
- há ruptura medial entre cabeça e diáfise ao nível do calcar
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Conceito-chave
A ruptura da conexão medial entre cabeça e diáfise, ao nível do calcar, é um sinal desfavorável para a perfusão. Os ramos posteromediais entram por essa região; perder a dobradiça medial pode comprometer essa continuidade. É por esse raciocínio que o gabarito aponta a alternativa D.
Nos critérios de Hertel, também são preditores independentes a extensão metafisária ligada à cabeça de 8 mm ou menos e o traço no colo anatômico. A questão, porém, usa a expressão ampla “maior risco de necrose”. Aqui há uma ressalva: o padrão impactado em valgo também aparece associado a maior necrose em dados apresentados pelo capítulo, sobretudo quando comparado a colo cirúrgico e varo posteromedial. Portanto, não é adequado ensinar que valgo jamais aumenta o risco só para excluir a alternativa A (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 36, “Os critérios de Hertel” e “Quando a necrose aparece”).
A resposta oficial D é preservada e corresponde ao preditor medial clássico. Também se deve separar isquemia na cirurgia de necrose tardia, pois a correlação entre elas é imperfeita. O resumo da Biblioteca explica a diferença entre o critério de perfusão e o risco associado ao padrão.
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