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Questão de Fratura transtrocantérica (TEOT 2021)

Trauma adultoFratura transtrocantéricaTEOT 2021

Na fratura transtrocanteriana, a fragilidade da parede lateral acarreta

  1. medialização do fêmur com aumento de offset.
  2. lateralização do fêmur com aumento de offset.
  3. medialização do fêmur com diminuição de offset.
  4. lateralização do fêmur com diminuição de offset.
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Gabarito: C · medialização do fêmur com diminuição de offset.

Conceito-chave

Se a parede lateral deixa de funcionar como batente, o fêmur pode deslocar-se para dentro e perder distância lateral em relação ao quadril: ocorre medialização com diminuição do offset, alternativa C.

A parede lateral é a cortical abaixo do trocânter maior, por onde entra o parafuso cefálico. No sistema deslizante, a fratura deve impactar de modo controlado. A parede ajuda a conter o conjunto durante esse movimento; quando está rompida pelo traço ou se quebra na cirurgia, os adutores conseguem medializar a diáfise (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 54, “Classificação: AO 31A e a parede lateral”).

Offset é a projeção lateral da região proximal em relação ao eixo femoral. Na consequência descrita, sua perda acompanha a medialização e piora a função. Não é apenas uma alteração radiográfica de pouca importância: há menos contato entre os fragmentos, consolidação mais lenta e mais complicações. O capítulo relata associação de medialização acima de 50% com pior recuperação funcional e acima de 5 mm com mais dor; são medidas diferentes de estudos, e não dois limiares intercambiáveis.

A estabilidade da parede entra na escolha do implante. Na 31A1 simples ela permanece íntegra; na A3 de traço reverso ou transverso, está rompida e o comportamento muda. O capítulo favorece haste cefalomedular nas instáveis A2/A3, com menor medialização, e descreve a placa de estabilização trocantérica como um recurso que pode complementar o DHS reproduzindo o papel da parede.

No resumo da Biblioteca, leia a função de batente junto da classificação. O deslizamento planejado deve aproximar os fragmentos com controle; não pode ser confundido com perda de suporte permitindo migração progressiva da diáfise.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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