Na fratura da diáfise de fêmur no adulto, a ocorrência de fratura atípica está associada ao uso prolongado de
- teriparatida.
- bisfosfonados.
- corticosteroides.
- carbonato de cálcio.
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Conceito-chave
A fratura atípica do fêmur ocorre na região subtrocantérica ou na diáfise, com trauma mínimo, em pacientes em uso prolongado de bisfosfonatos.
O mecanismo: o bisfosfonato inibe os osteoclastos e suprime a remodelação. Os microdanos do dia a dia deixam de ser reparados e se acumulam na cortical lateral, o lado de tensão do fêmur, até virar uma fratura por estresse e depois uma fratura completa.
O risco: aumenta depois de 3 a 5 anos de uso; também foi descrito com o denosumabe. Em pacientes de risco moderado, considera-se uma pausa no tratamento após 5 anos.
Os achados típicos: traço transverso que começa na cortical lateral, espessamento localizado da cortical lateral, espícula medial, dor prodrômica na coxa e frequência de bilateralidade.
A conduta: suspender o bisfosfonato, repor cálcio e vitamina D, considerar a teriparatida (anabólica, que pode ajudar a consolidar), fixar com haste cefalomedular e investigar o outro fêmur.
Na prova: a fratura atípica do fêmur está associada ao uso prolongado de bisfosfonatos.
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