A fratura do acrômio que apresenta desvio inferior com comprometimento do espaço subacromial é classificada por KUHN como tipo
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- II
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Conceito-chave
As fraturas do acrômio. São raras, cerca de 8 a 10% das fraturas da escápula. Ocorrem por trauma direto de cima para baixo, por luxação superior da cabeça do úmero ou como fratura por estresse após artroplastia reversa do ombro (o deltoide tensionado traciona o acrômio).
Antes de tudo: não confundir com o os acromiale. O acrômio se forma a partir de três ou quatro centros de ossificação que se fundem entre 18 e 25 anos. Se um não se fundir, fica o os acromiale, presente em cerca de 8% das pessoas, bilateral em cerca de 60%, com bordas lisas e corticalizadas. A fratura tem bordas irregulares e história de trauma.
A classificação de Kuhn se baseia no desvio e no efeito sobre o espaço subacromial.
| Tipo | Descrição | Conduta |
|---|---|---|
| I | Sem desvio ou desvio mínimo (IA avulsão, IB fratura completa) | Não cirúrgico |
| II | Desviada, mas sem reduzir o espaço subacromial | Geralmente não cirúrgico |
| III | Desvio inferior com redução do espaço subacromial | Cirúrgico |
Por que o tipo III é cirúrgico. O fragmento desviado para baixo invade o espaço subacromial e funciona como um impacto mecânico permanente sobre o manguito rotador e a bursa, limitando a elevação do braço e causando dor. A fixação (placa, banda de tensão ou parafusos) restaura o espaço.
Lesões associadas. Fraturas do acrômio por trauma de alta energia se associam a lesões do manguito rotador, do plexo braquial e a outras fraturas da cintura escapular (complexo suspensório superior do ombro). Lesões duplas desse complexo podem tornar o ombro instável e indicam fixação.
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