Paciente com joelho flutuante submetido a uma tração excessiva durante a cirurgia de haste intramedular apresenta, no pós-operatório, uma maior incidência de
- lesão vascular.
- lesão ligamentar.
- paralisia do nervo fibular.
- síndrome compartimental.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
No joelho flutuante (fêmur e tíbia fraturados do mesmo lado), a cirurgia com hastes pede tração para reduzir dois ossos ao mesmo tempo. Com a mesa ortopédica, a tração costuma ser forte e longa.
O nervo mais exposto à tração: o nervo fibular comum. Ele contorna o colo da fíbula, preso ao osso, e não acompanha o alongamento do membro: estira e paralisa.
O quadro: pé caído e dormência no dorso do pé no pós-operatório. Quase sempre é neuropraxia, com recuperação em semanas a meses.
Outra lesão por tração: o nervo pudendo, comprimido pelo poste perineal da mesa, com dormência perineal e disfunção erétil temporária.
A prevenção: usar a menor tração necessária, pelo menor tempo, com o joelho levemente fletido; muitas vezes, reduzir sem a mesa de tração.
As outras lesões: a lesão vascular e a ligamentar vêm do próprio trauma; a síndrome compartimental se relaciona com a energia do trauma e com a fresagem, não com a tração.
Na prova: a tração excessiva no joelho flutuante aumenta a paralisia do nervo fibular.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo