Segundo a classificação de TLICS, podemos definir a fratura com
- 1 ponto.
- 2 pontos.
- 3 pontos.
- 4 pontos.
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Conceito-chave
Para que serve o TLICS. O *Thoracolumbar Injury Classification and Severity Score*, proposto por Vaccaro e colaboradores em 2005, transforma a avaliação da fratura toracolombar em uma soma de pontos que orienta a decisão entre tratamento conservador e cirúrgico. Ele considera três aspectos.
1. Morfologia da fratura (o que a imagem mostra).
| Morfologia | Pontos |
|---|---|
| Compressão | 1 |
| Explosão (burst) | 2 (compressão 1 + 1 pelo componente de explosão) |
| Translação ou rotação | 3 |
| Distração | 4 |
2. Estado neurológico.
- Intacto: 0.
- Lesão de raiz: 2.
- Lesão medular completa: 2.
- Lesão medular incompleta ou síndrome da cauda equina: 3 (a mais pontuada, porque há tecido neural a ser salvo com descompressão).
3. Complexo ligamentar posterior (CLP).
- Íntegro: 0.
- Suspeito ou indeterminado: 2.
- Lesado: 3.
A decisão.
| Soma | Conduta |
|---|---|
| 3 ou menos | Tratamento não cirúrgico |
| 4 | Zona cinzenta, decisão individual |
| 5 ou mais | Tratamento cirúrgico |
Exemplo. Uma fratura explosão (2) em paciente neurologicamente intacto (0) com CLP íntegro (0) soma 2 pontos e pode ser tratada sem cirurgia, com órtese ou mesmo sem ela.
A questão. O enunciado, como está na prova, não descreve a fratura (provavelmente faltou uma imagem). O gabarito de 2 pontos corresponde à morfologia de explosão.
Sucessor. A classificação AO Spine toracolombar (2013) incorporou os mesmos princípios, com tipos A, B e C, modificadores neurológicos e clínicos.
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