Na fratura do terço proximal do quinto metatarsal, as fraturas de JONES e por stress ocorrem, respectivamente, nas zonas
- I e II.
- II e III.
- I e III.
- II e IV.
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Conceito-chave
A base do quinto metatarso. É o local de inserção do fibular curto (na tuberosidade) e da banda lateral da fáscia plantar. Recebe forças grandes na inversão do pé e no apoio do antepé lateral. A irrigação da região é irregular: há uma zona de transição entre os vasos metafisários e a artéria nutridora da diáfise, com pouco fluxo, onde a consolidação é difícil.
As três zonas (Lawrence e Botte).
| Zona | Local | Fratura típica |
|---|---|---|
| I | Tuberosidade | Avulsão (pela fáscia plantar e pelo fibular curto) na entorse em inversão; a mais comum; consolida bem |
| II | Junção metáfise-diáfise (área da articulação entre o 4º e o 5º metatarsos) | Fratura de Jones: aguda, por adução do antepé com o tornozelo em flexão plantar; irrigação pobre; risco de pseudoartrose |
| III | Diáfise proximal, distal aos ligamentos intermetatarsais | Fratura por estresse: em atletas; a de maior risco de retardo de consolidação e pseudoartrose |
A fratura por estresse da zona III.
- Surge em atletas (corredores, jogadores de basquete e futebol) e em pés cavovaros (que sobrecarregam a borda lateral).
- Tem sintomas prodrômicos: dor lateral no pé que vai piorando por semanas, antes da fratura completa.
- Na radiografia, pode haver esclerose do canal medular e alargamento do traço (sinais de cronicidade).
- A classificação de Torg descreve a evolução: aguda (I), retardo de consolidação (II) e pseudoartrose com esclerose do canal (III).
O tratamento.
- Zona I: sintomático, com calçado rígido ou bota, carga conforme a dor.
- Zonas II e III: sem carga em bota ou gesso por 6 a 8 semanas, com consolidação mais lenta. No atleta, e nas fraturas com sinais de cronicidade, prefere-se a fixação com parafuso intramedular, que reduz o tempo de retorno ao esporte e o risco de pseudoartrose.
- Corrigir o pé cavovaro, se houver, para evitar a recidiva.
Na criança. A apófise da base do quinto metatarso tem orientação longitudinal e não deve ser confundida com uma fratura (que é transversal). A apofisite por tração é a doença de Iselin.
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