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Questão de Fratura da cabeça do rádio e instabilidade do cotovelo (TARO 2015)

Trauma adultoFratura da cabeça do rádio e instabilidade do cotoveloTARO 2015

Na confecção da banda de tensão para tratamento da fratura do olécrano, a colocação dos fios de KIRSCHNER em posição muito lateral está relacionada com

  1. perda da fixação.
  2. atraso da consolidação.
  3. impacto da tuberosidade bicipital.
  4. lesão do nervo interósseo anterior.
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Gabarito: C · impacto da tuberosidade bicipital.

Conceito-chave

Os fios da banda de tensão podem estabilizar o olécrano e, ainda assim, atrapalhar a rotação do antebraço se seguirem lateralmente demais. A estrutura com que entram em conflito é a tuberosidade do rádio, chamada de tuberosidade bicipital na alternativa C.

Na banda de tensão, os fios partem da ponta do olécrano e atravessam a ulna, associados à cerclagem em oito. O capítulo descreve saída pela cortical anteromedial e adverte que o desvio lateral dos fios irrita a tuberosidade radial. A consequência é um conflito mecânico com rigidez de rotação, podendo evoluir com sinostose (Rockwood, 10ª ed., cap. 40, “Banda de tensão”).

O sentido do erro muda o risco. Lateralmente, a preocupação destacada é o contato ósseo com o rádio; medialmente, fios longos demais podem alcançar o ulnar ou o mediano. Por isso não basta conferir o alinhamento da fratura: também importa verificar a posição e a projeção dos implantes.

A banda é descrita para fraturas simples, sem cominuição, proximais ao coronoide e com cotovelo estável. Cominuição ou instabilidade alteram a escolha da construção. Porém esta pergunta não está comparando métodos: está identificando a complicação ligada à direção lateral dos fios.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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