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Questão de Fratura do pilão tibial (TARO 2016)

Trauma adultoFratura do pilão tibialTARO 2016

Na fratura multifragmentária da região anterior do pilão tibial é mais frequentemente associada ao mecanismo de trauma:

  1. em rotação lateral do tornozelo
  2. em rotação medial do tornozelo
  3. axial, com dorsiflexão do tornozelo
  4. axial com flexão plantar do tornozelo
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Gabarito: C · axial, com dorsiflexão do tornozelo

Conceito-chave

A região anterior do plafond está multifragmentada porque recebeu o impacto principal do tálus. A combinação que explica esse padrão é carga axial com o tornozelo em dorsiflexão, alternativa C.

Na fratura do pilão, o tálus é empurrado contra o teto da articulação. A energia axial causa impacção, mas a posição do pé determina onde ela se concentra: plantígrado, no centro; em flexão dorsal, na margem anterior; em flexão plantar, na margem posterior (Rockwood, 10ª ed., cap. 64, “O tálus é o pilão”).

A forma da fratura guarda informação sobre o momento do impacto. A cominuição anterior não deve ser explicada apenas como “alta energia” sem localizar essa energia. Reconhecer o segmento atingido ajuda a entender quais fragmentos precisam ser desimpactados e por qual janela eles poderão ser vistos. A TC, feita após estabilizar o membro, organiza esse planejamento.

Rotação também participa de fraturas distais da tíbia. O resumo descreve um extremo rotacional de menor energia, com fragmentos maiores, pouca impacção e partes moles menos lesadas. Esse padrão não equivale ao impacto axial anterior da questão. A redução óssea continua importante, mas o grau de edema e a condição da pele determinam quando a reconstrução definitiva é segura.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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