Na fratura multifragmentária da região anterior do pilão tibial é mais frequentemente associada ao mecanismo de trauma:
- em rotação lateral do tornozelo
- em rotação medial do tornozelo
- axial, com dorsiflexão do tornozelo
- axial com flexão plantar do tornozelo
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Conceito-chave
A região anterior do plafond está multifragmentada porque recebeu o impacto principal do tálus. A combinação que explica esse padrão é carga axial com o tornozelo em dorsiflexão, alternativa C.
Na fratura do pilão, o tálus é empurrado contra o teto da articulação. A energia axial causa impacção, mas a posição do pé determina onde ela se concentra: plantígrado, no centro; em flexão dorsal, na margem anterior; em flexão plantar, na margem posterior (Rockwood, 10ª ed., cap. 64, “O tálus é o pilão”).
A forma da fratura guarda informação sobre o momento do impacto. A cominuição anterior não deve ser explicada apenas como “alta energia” sem localizar essa energia. Reconhecer o segmento atingido ajuda a entender quais fragmentos precisam ser desimpactados e por qual janela eles poderão ser vistos. A TC, feita após estabilizar o membro, organiza esse planejamento.
Rotação também participa de fraturas distais da tíbia. O resumo descreve um extremo rotacional de menor energia, com fragmentos maiores, pouca impacção e partes moles menos lesadas. Esse padrão não equivale ao impacto axial anterior da questão. A redução óssea continua importante, mas o grau de edema e a condição da pele determinam quando a reconstrução definitiva é segura.
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