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Questão de Fratura da diáfise do fêmur (TARO 2021)

Trauma adultoFratura da diáfise do fêmurTARO 2021

Para prevenir a discrepância dos membros inferiores durante a osteossíntese das fraturas multifragmentárias da diáfise femoral, devemos realizar

  1. primeiramente a fixação distal.
  2. o alinhamento anatômico do fêmur.
  3. a mensuração do comprimento do fêmur comparando-o com o lado contralateral.
  4. a avaliação da congruência e do diâmetro das corticais do fêmur no local da fratura.
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Gabarito: C · a mensuração do comprimento do fêmur comparando-o com o lado contralateral.

Conceito-chave

Na fratura multifragmentar, é possível obter um eixo aparentemente bom e terminar com o fêmur encurtado. Faltam superfícies que se encaixem para mostrar o comprimento original. Por isso a referência deve vir de fora do foco: mensurar o fêmur e compará-lo com o contralateral, C.

O capítulo orienta obter a radiografia do lado sadio antes de começar e usar régua radiopaca do trocânter maior à cicatriz fisária. Planejar essa referência cedo importa porque, depois de fixada a montagem, o comprimento já estará mantido pelos implantes. Na fratura bilateral, em que não existe um lado íntegro para copiar, os autores recomendam começar pelo lado mais simples e igualar o outro (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 57, “Comprimento e rotação”).

Comprimento não é o mesmo que alinhamento. Dois segmentos podem estar no mesmo eixo, porém sobrepostos; também podem ter comprimento recuperado e ainda estar rodados entre si. Assim, a síntese precisa conferir separadamente comprimento, eixo e rotação. A imagem de um foco visualmente bem aproximado não responde às três perguntas.

O sinal do degrau cortical compara espessuras das corticais para ajudar a avaliar rotação em traços com referências preservadas. Não fornece uma régua confiável para o comprimento perdido na cominuição e perde utilidade quando a própria cortical está fragmentada. O perfil do trocânter menor comparado ao lado oposto é outra referência, voltada à rotação. Copiar o lado sadio pode orientar mais de uma dimensão, desde que se saiba o que cada medida está medindo.

As ferramentas de redução, como tração, pinos e distrator, ajudam a recuperar o comprimento, mas não informam sozinhas qual é o alvo. É a comparação contralateral que oferece a referência. No resumo da Biblioteca, leia essas medidas junto da sequência de bloqueio para evitar fixar definitivamente um erro que ainda poderia ser corrigido.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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