Nas luxações acromioclaviculares superiores, o grau de deslocamento é calculado a partir do aumento do espaço coracoclavicular normal, que varia entre
- 8 e 10 mm.
- 11 e 13 mm.
- 15 e 17 mm.
- 18 e 21 mm.
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Conceito-chave
Os estabilizadores da articulação acromioclavicular. A clavícula se mantém presa à escápula por dois sistemas:
- os ligamentos acromioclaviculares, especialmente o superior e o posterior, que controlam a estabilidade horizontal (anteroposterior);
- os ligamentos coracoclaviculares, o conoide (medial) e o trapezoide (lateral), que controlam a estabilidade vertical e impedem a clavícula de subir.
O espaço coracoclavicular. Na radiografia em AP (ou na incidência de Zanca, com o feixe inclinado 10 a 15° em sentido cefálico), mede-se a distância entre a borda superior do processo coracoide e a borda inferior da clavícula. O valor normal é de 11 a 13 mm. Como há variação individual, a comparação com o lado oposto é essencial: diferença de mais de 4 a 5 mm, ou aumento de 25% ou mais, sugere lesão dos ligamentos coracoclaviculares.
A classificação de Rockwood usa esse aumento.
| Tipo | Lesão | Espaço coracoclavicular |
|---|---|---|
| I | Entorse dos ligamentos AC | Normal |
| II | Ruptura AC, CC íntegros | Normal ou levemente aumentado |
| III | Ruptura AC e CC | Aumento de 25 a 100% |
| IV | Clavícula posterior, através do trapézio | Variável (ver no perfil axilar) |
| V | Ruptura grave com lesão da fáscia deltotrapezial | Aumento de 100 a 300% |
| VI | Clavícula inferior, sob o coracoide | Diminuído |
Conduta resumida. Tipos I e II: tratamento não cirúrgico. Tipo III: controverso, com tendência a conservador e cirurgia para casos selecionados (trabalhadores braçais, atletas de arremesso, falha do conservador). Tipos IV, V e VI: cirúrgicos.
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