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Questão de Fratura transtrocantérica (TARO 2018)

Trauma adultoFratura transtrocantéricaTARO 2018

Na fratura pertrocantérica do fêmur com lesão da cápsula articular, a diáfise é desviada pela ação do músculo:

  1. iliopsoas
  2. adutor longo
  3. glúteo médio
  4. gêmeo posterior
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Gabarito: B · adutor longo

Conceito-chave

A fratura transtrocantérica (pertrocantérica). É a fratura extracapsular da região entre os trocânteres, típica do idoso com osteoporose após queda da própria altura. Por ser extracapsular, tem boa irrigação e consolida bem; o risco de necrose da cabeça é baixo. O problema é a instabilidade e o colapso em varo.

Os músculos explicam a deformidade. Na fratura transtrocantérica desviada, o membro fica encurtado e em rotação externa. Os músculos responsáveis:

MúsculoInserçãoEfeito
Adutores (adutor longo, curto e magno)Diáfise do fêmur (linha áspera)Puxam a diáfise para medial e proximal: adução e encurtamento
IliopsoasTrocanter menorSe o trocanter menor fica no fragmento proximal, flete o proximal; se fica com a diáfise, contribui para a rotação externa e o encurtamento
Glúteos médio e mínimoTrocanter maiorPuxam o fragmento proximal (ou o trocanter maior solto) para abdução
Rotadores externos curtosRegião do trocanter maiorRotação externa
Gravidade (peso do membro)Rotação externa do membro deitado

A diáfise e os adutores. Quando a fratura separa a diáfise do maciço trocantérico, a diáfise fica sob a ação dos adutores, que a puxam para medial e para cima, encurtando o membro e fechando o ângulo cervicodiafisário (varo). Por isso, a redução exige tração e leve abdução e rotação interna do membro na mesa de tração.

A estabilidade. As fraturas instáveis são as com:

  • cominuição da parede posteromedial (trocanter menor e calcar);
  • traço reverso (oblíquo invertido);
  • extensão subtrocantérica;
  • parede lateral fina ou fraturada.

O tratamento. Cirurgia precoce (idealmente nas primeiras 24 a 48 horas), para permitir a mobilização e reduzir a mortalidade.

  • Fraturas estáveis: parafuso deslizante do quadril (DHS) ou haste cefalomedular.
  • Fraturas instáveis e de traço reverso: haste cefalomedular.
  • O parafuso cefálico deve ficar centrado na cabeça, com a distância ponta-ápice menor que 25 mm, para evitar o corte (cut-out).

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