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Questão de Fraturas da coluna cervical alta (TARO 2018)

Trauma adultoFraturas da coluna cervical altaTARO 2018

Na fratura do enforcado, a lesão tipo II de LEVINE E EDWARDS apresenta como mecanismo de trauma:

  1. flexão e distração
  2. flexão e compressão
  3. extensão e distração
  4. extensão e compressão
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Gabarito: D · extensão e compressão

Conceito-chave

A fratura do enforcado. É a espondilolistese traumática do áxis (C2). O nome vem dos enforcamentos judiciais, em que o nó sob o queixo causava hiperextensão com distração violenta do pescoço. Hoje, o mecanismo comum é a hiperextensão com carga axial, como nos acidentes automobilísticos em que a cabeça bate no para-brisa.

Onde está a lesão. A fratura ocorre na pars interarticularis de C2 (a porção do arco entre as facetas articulares superior e inferior), geralmente bilateral. O corpo de C2 se separa do seu arco posterior e pode escorregar para a frente sobre C3.

Por que o canal costuma ficar livre. Como o traço separa o corpo do arco, o canal vertebral se alarga em vez de se estreitar. Por isso, a maioria dos pacientes não tem déficit neurológico, apesar da gravidade aparente da fratura.

A classificação de Levine e Edwards (Effendi modificada).

TipoAchadoTratamento
IDesvio menor que 3 mm, sem angulaçãoColar cervical rígido
IITranslação maior que 3 mm e angulaçãoTração e redução em extensão, depois halo
IIAPouca translação e grande angulação; mecanismo de flexão e distraçãoNão usar tração (piora); redução em extensão e halo
IIITipo II com luxação das facetas C2-C3Cirurgia: redução aberta e artrodese

A armadilha do tipo IIA. Nele, o disco C2-C3 está rompido e a lesão tem componente de distração. A tração aumenta a separação e pode causar lesão neurológica. Reconhecer o tipo IIA na radiografia (angulação desproporcional à translação) é essencial.

As outras fraturas de C2.

  • Fratura do odontoide (Anderson e D'Alonzo): tipo I (ponta), II (base, a mais comum e de maior risco de pseudoartrose) e III (estende-se ao corpo).
  • Fraturas do corpo e da massa lateral.

A cirurgia. Nos casos instáveis, faz-se a artrodese anterior C2-C3 (discectomia e placa) ou a fixação posterior com parafusos na pars de C2 e nas massas laterais de C3.

O mecanismo de cada tipo de Levine e Edwards.

  • Tipo I: hiperextensão com carga axial. A fratura da pars ocorre sem grande desvio.
  • Tipo II: hiperextensão com carga axial, que fratura a pars, seguida de uma flexão de rebote, que rompe o disco C2-C3 e faz o corpo de C2 transladar e angular.
  • Tipo IIA: flexão com distração: pouca translação e grande angulação (não usar tração).
  • Tipo III: flexão com compressão: fratura da pars com luxação das facetas C2-C3.

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