Na fratura do enforcado, a lesão tipo II de LEVINE E EDWARDS apresenta como mecanismo de trauma:
- flexão e distração
- flexão e compressão
- extensão e distração
- extensão e compressão
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Conceito-chave
A fratura do enforcado. É a espondilolistese traumática do áxis (C2). O nome vem dos enforcamentos judiciais, em que o nó sob o queixo causava hiperextensão com distração violenta do pescoço. Hoje, o mecanismo comum é a hiperextensão com carga axial, como nos acidentes automobilísticos em que a cabeça bate no para-brisa.
Onde está a lesão. A fratura ocorre na pars interarticularis de C2 (a porção do arco entre as facetas articulares superior e inferior), geralmente bilateral. O corpo de C2 se separa do seu arco posterior e pode escorregar para a frente sobre C3.
Por que o canal costuma ficar livre. Como o traço separa o corpo do arco, o canal vertebral se alarga em vez de se estreitar. Por isso, a maioria dos pacientes não tem déficit neurológico, apesar da gravidade aparente da fratura.
A classificação de Levine e Edwards (Effendi modificada).
| Tipo | Achado | Tratamento |
|---|---|---|
| I | Desvio menor que 3 mm, sem angulação | Colar cervical rígido |
| II | Translação maior que 3 mm e angulação | Tração e redução em extensão, depois halo |
| IIA | Pouca translação e grande angulação; mecanismo de flexão e distração | Não usar tração (piora); redução em extensão e halo |
| III | Tipo II com luxação das facetas C2-C3 | Cirurgia: redução aberta e artrodese |
A armadilha do tipo IIA. Nele, o disco C2-C3 está rompido e a lesão tem componente de distração. A tração aumenta a separação e pode causar lesão neurológica. Reconhecer o tipo IIA na radiografia (angulação desproporcional à translação) é essencial.
As outras fraturas de C2.
- Fratura do odontoide (Anderson e D'Alonzo): tipo I (ponta), II (base, a mais comum e de maior risco de pseudoartrose) e III (estende-se ao corpo).
- Fraturas do corpo e da massa lateral.
A cirurgia. Nos casos instáveis, faz-se a artrodese anterior C2-C3 (discectomia e placa) ou a fixação posterior com parafusos na pars de C2 e nas massas laterais de C3.
O mecanismo de cada tipo de Levine e Edwards.
- Tipo I: hiperextensão com carga axial. A fratura da pars ocorre sem grande desvio.
- Tipo II: hiperextensão com carga axial, que fratura a pars, seguida de uma flexão de rebote, que rompe o disco C2-C3 e faz o corpo de C2 transladar e angular.
- Tipo IIA: flexão com distração: pouca translação e grande angulação (não usar tração).
- Tipo III: flexão com compressão: fratura da pars com luxação das facetas C2-C3.
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