Na fratura extra-articular da escápula, existe indicação de tratamento cirúrgico quando:
- o ângulo glenopolar for menor que 20 graus
- a translação dos fragmentos laterais for maior que 20%
- a angulação dos fragmentos laterais for maior que 60 graus
- o desvio mediolateral da glenoide em relação ao corpo for maior que 3 mm
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Um ângulo glenopolar menor que 20 graus é um critério relativo de cirurgia, sustentando A. Mas há um problema na forma das alternativas: uma angulação maior que 60 graus, em C, também ultrapassa o limite de 40 graus usado no resumo.
O GPA descreve a relação da glenoide com o corpo: forma-se entre a linha dos polos superior e inferior da glenoide e a linha que vai do polo superior ao ângulo inferior da escápula. Já a angulação dos fragmentos da borda lateral é avaliada no perfil. São grandezas diferentes, apesar de ambas usarem graus (Rockwood, 10ª ed., cap. 33, “Medir o desvio e indicar a cirurgia”).
O resumo emprega GPA menor que 20 ou maior que 60 graus, angulação maior que 40 graus e translação maior que 20 mm no fluxograma. No algoritmo, o deslocamento mediolateral aparece como 15–20 mm. Não se pode refutar C dizendo que “o corte é 40, não 60”: se o desvio já excedeu 60, ele também excedeu 40.
As medidas orientam a decisão junto com idade, atividade, estado geral e partes moles. O sentido é evitar uma consolidação que altere a relação glenoide-corpo e o trajeto dos músculos. Nenhum dos cortes transforma a cirurgia numa obrigação independente das condições do paciente.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo