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Questão de Fraturas do mediopé e antepé (TARO 2019)

Trauma adultoFraturas do mediopé e antepéTARO 2019

A fratura do corpo do navicular tipo I de Sangeorzan é caracterizada por um traço:

  1. vertical sem desvio
  2. horizontal transverso com lesão ligamentar dorsal
  3. horizontal transverso com lesão ligamentar plantar
  4. vertical associado a cominuição da porção lateral do navicular
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Gabarito: B · horizontal transverso com lesão ligamentar dorsal

Conceito-chave

O navicular. É a "pedra angular" do arco longitudinal medial do pé, articulando-se com o tálus (atrás), os três cuneiformes (na frente) e, às vezes, o cuboide. Tem uma irrigação relativamente pobre na sua porção central, o que aumenta o risco de necrose e de pseudoartrose nas fraturas, e de fraturas por estresse.

Os tipos de fratura do navicular.

  • Avulsão da cortical dorsal (a mais comum), por entorse.
  • Fratura da tuberosidade (inserção do tibial posterior), por eversão.
  • Fratura do corpo: alta energia, por carga axial sobre o pé em flexão plantar.
  • Fratura por estresse: em atletas, no terço central, com dor vaga no dorso do mediopé.

A classificação de Sangeorzan (fraturas do corpo). Baseia-se na direção do traço e no desvio do antepé.

TipoTraçoParticularidade
IHorizontal (transverso), no plano coronal: separa um fragmento dorsal (menor que metade do osso)Sem angulação do antepé; lesão das estruturas dorsais
IIOblíquo, de dorsolateral para plantar-medialO mais comum; o fragmento medial se desloca, e o antepé vai para adução
IIICominuição central ou lateralO antepé vai para abdução; frequentemente com lesão da calcaneocuboide; o pior prognóstico

Por que a classificação importa.

  • O tipo I tem o melhor prognóstico.
  • Os tipos II e III envolvem a articulação talonavicular, essencial para o movimento do retropé. Uma redução imperfeita leva a artrose e à perda da mobilidade.
  • O tipo III frequentemente associa lesões do lado lateral do pé (cuboide, a "fratura em quebra-nozes").

O tratamento.

  • Fraturas sem desvio: imobilização sem carga por 6 a 8 semanas.
  • Fraturas com desvio: redução aberta e fixação com parafusos ou placa, restaurando a superfície da talonavicular e o comprimento da coluna medial. Nas cominuições graves, pode ser necessário o fixador externo ou placa em ponte até os cuneiformes e o tálus, ou enxerto ósseo.
  • As complicações: necrose avascular, artrose talonavicular, perda do arco e deformidades do antepé.

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