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Questão de Fratura subtrocantérica (TARO 2020)

Trauma adultoFratura subtrocantéricaTARO 2020

Durante o tratamento cirúrgico da fratura subtrocantérica do fêmur, com haste cefalomedular, é indicação de revisão imediata da síntese:

  1. o desvio em varo de 10°
  2. o desvio rotacional em 10°
  3. o encurtamento de 2,5 cm
  4. a flexão do fragmento proximal de 15°
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Gabarito: C · o encurtamento de 2,5 cm

Conceito-chave

A fratura subtrocantérica vai até 5 cm abaixo do trocânter menor, uma região de grandes cargas: compressão medial e tração lateral.

As forças sobre o fragmento proximal:

iliopsoas: puxa em flexão;

glúteos médio e mínimo: puxam em abdução;

rotadores externos: puxam em rotação externa.

Se não for reduzida antes de passar a haste, a fratura tende a consolidar em varo e flexão.

O que é tolerável e o que pede revisão na hora:

encurtamento: mais de 2 cm é inaceitável e deve ser corrigido no mesmo ato;

varo: evitar; até 5 a 10° costuma ser tolerado;

rotação: até 10 a 15° em relação ao lado normal;

flexão do fragmento proximal: corrigir na redução.

As dicas técnicas: reduzir antes de fresar (pinças, cerclagem, pinos de Schanz como joystick) e usar o ponto de entrada medial ao ápice do trocânter maior na haste cefalomedular, para não cair em varo.

Na prova: o encurtamento de 2,5 cm passa do limite de 2 cm e pede revisão imediata.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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