Durante o tratamento cirúrgico da fratura subtrocantérica do fêmur, com haste cefalomedular, é indicação de revisão imediata da síntese:
- o desvio em varo de 10°
- o desvio rotacional em 10°
- o encurtamento de 2,5 cm
- a flexão do fragmento proximal de 15°
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A fratura subtrocantérica vai até 5 cm abaixo do trocânter menor, uma região de grandes cargas: compressão medial e tração lateral.
As forças sobre o fragmento proximal:
iliopsoas: puxa em flexão;
glúteos médio e mínimo: puxam em abdução;
rotadores externos: puxam em rotação externa.
Se não for reduzida antes de passar a haste, a fratura tende a consolidar em varo e flexão.
O que é tolerável e o que pede revisão na hora:
encurtamento: mais de 2 cm é inaceitável e deve ser corrigido no mesmo ato;
varo: evitar; até 5 a 10° costuma ser tolerado;
rotação: até 10 a 15° em relação ao lado normal;
flexão do fragmento proximal: corrigir na redução.
As dicas técnicas: reduzir antes de fresar (pinças, cerclagem, pinos de Schanz como joystick) e usar o ponto de entrada medial ao ápice do trocânter maior na haste cefalomedular, para não cair em varo.
Na prova: o encurtamento de 2,5 cm passa do limite de 2 cm e pede revisão imediata.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo